>Sé em obras (Miranda do Douro)

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imagem CM Miranda

Um dos passatempos favoritos de D. João III foi a criação de dioceses. A menos consensual foi a de Miranda do Douro, dada a importância que Bragança já tinha na região, e que levou mais tarde a que a diocese mudasse de nome. Contudo, a sé manteve-se em Miranda e por isso merece agora melhoramentes.

“O telhado e a instalação eléctrica da Sé de Miranda do Douro vão ser totalmente renovados, até 2014, data em que deverá terminar a execução do projecto Rota das Catedrais, financiado através do actual Quadro Comunitário de Apoio, em vigor até final de 2013. Conforme as verbas disponíveis e as necessidades de intervenção para manutenção deste património edificado, as catedrais do país que entram na Rota podem, ou não, ser contempladas com uma verba para realização de obras. Esse é o caso de Miranda do Douro, cuja Catedral os mirandeses há muito vêm reivindicando a necessidade de uma intervenção de conservação, sobretudo ao nível da cobertura. O montante global que irá ser atribuído para esta intervenção ainda não está, no entanto, definido.” (daqui)


2Segundo o Cónego Silvério Pires, presidente do Cabido da Catedral da diocese de Bragança-Miranda, no âmbito do protocolo estabelecido, em 2009, entre a Conferência Episcopal Portuguesa e o Ministério da Cultura, com vista à criação da referida Rota, prevê-se que a iniciativa se desenvolva em colaboração com entidades locais, como as câmaras municipais, ou outras, que possam apoiar a execução de projectos, como mecenas. Além de obras em algumas, a Rota contempla a criação dos núcleos museológicos das catedrais, onde possam realizar-se exposições temporárias de arte sacra, paramentaria e outro património que muitas vezes se encontra “fechado” e, em alguns casos, sem estar devidamente acondicionado de modo a garantir a sua preservação. No âmbito da criação desses núcleos, prevê-se ainda a reparação, ou restauro de peças que necessitem dessas intervenções, antes de serem expostas, bem como a respectiva catalogação. O projecto prevê também a realização de actividades culturais nestes espaços de culto religioso, sobretudo ao nível da realização de concertos de música sacra, como canto gregoriano ou música barroca. Outra das componentes da iniciativa é a criação de roteiros turísticos, que contemplem informações sobre cada um dos templos, em diversas línguas. De referir que apenas entram nesta Rota as catedrais classificadas como património nacional e que, por essa razão, estão sob a alçada do Ministério da Cultura e respectivos organismos. As catedrais não classificadas, como a de Bragança, não fazem parte, directamente, desta Rota. No entanto, o Cónego Silvério sublinhou que, ao abrigo de um outro protocolo, estabelecido entre a Direcção Regional de Cultura do Norte e o Cabido da Catedral podem ser financiadas por este organismo do Estado iniciativas culturais que envolvam este espaço de culto religioso. Até porque esta é a Catedral mais nova do país e com um maior espaço, quer interior, quer envolvente, o que poderá constituir, só por si, também motivo de interesse cultural e turístico. O presidente do cabido explicou, ainda, que “Sé velha” de Bragança não entra na Rota porque perdeu o estatuto de catedral. Presentemente, é a igreja matriz da Paróquia de São João Baptista da Sé.” (daqui)

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