>Uma Casa Portuguesa (Ferraria de S. João)

>

Ferraria de S. João (imagem daqui)

“O pressuposto é simples: «é necessário valorizar os produtos feitos em Portugal». (…)
A “oportunidade” aconteceu quase por acaso. Em 2005 Patrícia Valinho visitou a aldeia de Ferraria de São João, no concelho de Penela, e percebeu que estava ali «um território com enorme potencial» e acabou, no ano seguinte, por ali comprar uma casa. (…) Trata-se de “Uma casa portuguesa”, uma marca que vai começar a ser testada e promete vingar.
(…)
O objectivo, explica, é promover o aluguer temporário e, para além de um espaço de alojamento de excelência, num território rural, integrado na Rede das Aldeias do Xisto, a casa e o equipamento são o mais possível produção “made in Portugal”. O conceito pretende, também, promover o território e muito particularmente os produtos endógenos da região, desde o queijo, mel, nozes, azeite. (…) «Queremos que os visitantes tenham à sua disposição, não apenas uma casa, mas uma experiência», afirma Patrícia Valinho.”

(…)
Este conceito inovador implicou um investimento de 150 mil euros, dos quais a empresária garante metade, sendo 40 por cento da responsabilidade de um quadro de parceiros que se aliaram à iniciativa e os restantes 10 por cento provenientes de financiamento do PRODER, Programa de Desenvolvimento Rural.” (daqui)

2 responses to this post.

  1. >Esta ideia parece-me, no mínimo, falaciosa, e certamente inocente. Ela vem na sequência de outra ideia em que se tem insistido recentemente.Conter as importações… Comprar só produtos portugueses… Casa só com produtos nacionais… Não vos parece que aqui há algo errado? Onde anda o vosso espírito crítico? Imaginem que os outros países fazem o mesmo. Para onde exportaria a Artame, por exemplo, mais de 50% da sua produção? Quem diz a Artame diz a maioria das empresas aqui referidas. Só português? Que dizer da Cicomol, cujos logotipos incorporam as seguintes mensagens a apelar a um mercado certamente mais Shakespeareano do que amigo de Camões: "…Open and feel it" e "…Step on and feel it". Parece-vos que eles estão doidinhos para que lhes fechem as portas nos países em que fazem negócio? Ah, já sei, o pessoal está a propor que temos de conter as importações, mas isso só se aplicaria a nós, será? Os outros são estúpidos: nós fechamos as portas e eles mantém-se na mesma recetivos aos nossos produtos. Vá, agora a sério. Imaginem que os outros países têm a mesma mentalidade e devolvessem a ideia (ou seja, importam menos ou nada). Para onde iriam os nossos softwares maravilhosos instalados na Nasa e os seus criadores O nosso vinho do Porto, a nossa cortiça, os nossos sapatos, os nossos emigrantes, etc. etc.? Os que pensam assim devem ser também os génios que pensam ainda que estas empresas aqui apontadas são 100% portuguesas. Crisal? Meu Deus…Acedam ao site da empresa (ou melhor, da empresa que a comprou, uma tal Libbey) e leiam: "With the acquisitions of Royal Leerdam in the Netherlands, Crisal in Portugal, the remaining 51% of Crisa in Mexico, and its building of a new factory in China, now Libbey is the second largest glass tableware producer in the world (by management estimates). This expanded manufacturing footprint positions Libbey well to service the tabletop needs of customers like you and others around the world. " Como se não bastasse: "The management of Libbey Europe, for both the Libbey Holland and the Libbey Portugal factory is located in the Netherlands. " Ahh, os directores estão na Holanda. Ok. Mais: Sait-gobain Glass, empresa portuguesa? Atentem: Diário de Notícias (2008, 21 de Abril): "Em 2006, a Saint-Gobain chegou a ameaçar deslocalizar a sua produção em Portugal para o leste da Europa por causa da falta de garantias da atribuição de licenças de emissões de carbono para os seus planos de expansão relativos à fábrica de Stª Iria da Azóia." Para termos esta empresa a produzir em Portugal permitimos que as suas emissões de CO2 fossem aumentadas. Ganhamos por um lado perdemos por outro. É a globalização, meu senhores, ou pensam que os problemas económicos portugueses se resolvem dessa forma simplista: "tudo português?"? E mesmo que outras empresas sejam de capitais 100% portugueses, mesmo que os seus lucros não acabem por reverter para uma multinacional com conta na Suíça, acham que os seus produtos e a estrutura que permite o seu funcionamento poderia alguma vez ser completa e unicamente lusa, sem interferência estrangeira? Para começar e finalizar, de onde vem o petróleo para gerar a energia das suas fábricas? E os carros em que os seus diretores se passeiam? E os IPads, o Microsoft Windows, os fatos e gravatas italianos, o café, a maquinaria, etc.?(continua)

    Responder

  2. >…Com todo este alarido, estas empresas, algumas delas pouco ou nada portuguesas já apresentam até um selo "Uma casa portuguesa" para facilmente trazer mais cordeirinhos para a manada. E lá o tuguês a assobiar, conduzido pelos outros.O que é necessário é espírito crítico e educação. Ideias descabidas de quem não percebe o mundo em que vive, muito obrigado mais não. É preciso contenção e inteligência na leitura da sociedade em que vivemos. Inteligência para sabermos que consumir mais do que precisamos e além da nossa riqueza traz consequências. Educação e espírito crítico para matar à nascença as utopias que proliferam como ervas daninhas em tempos emocionalmente propícios a demagogias. B. Silva Rodrigues

    Responder

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: