>Mercado Medieval de Óbidos

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Desde 2002 que Óbidos mergulha no tempo e a Vila transforma-se num verdadeiro palco da história. O Mercado Medieval de Óbidos 2011, acontece de 7 a 24 de Julho e pretende cada vez mais ser uma festa da história e como em todas as festas é essencial a música, a dança e o teatro. A iniciativa procura preencher e elaborar de forma fidedigna através de um programa diversificado, onde todos os grupos percorrem os diferentes espaços do mercado, procurando trazer vida ao mercado.

Outra das apostas da organização do Mercado Medieval é o maior envolvimento das gentes locais, que vai desde a estruturação da zona de Tabernas à participação na Animação do evento.

O Mercado Medieval irá decorrer de 07 a 24 Julho 2011 (aberto de 5ª feira a Domingo)


 Quintas-feiras: 17h00 às 00h00
Sextas-feiras: 17h00 às 01h00
Sábados: 12h00 às 01h00
Domingos: 12h00 às 00h00

Acontece na Vila de Óbidos, mais propriamente na Cerca Velha – antigo campo de treino de cavaleiros e escudeiros deste reino. É aqui, local privilegiado pela sua ambiência tosca, que o visitante começa a viagem no tempo por entre tabernas de comes e bebes, artesãos e mercadores oriundos dos 4 cantos do Reino. Um pouco por todo o mercado é possível avistar bobos, cuspidores de fogo, dançarinos, músicos e jograis especialistas nas artes divertir as gentes.

Preços

Vila ÓbidosBilhete – €7,00
Bilhete 12 dias – €40,00
Trajados – €3,00 (+informações)
Menores de 12 anos – Entrada franca

Munícipe – Entrada franca de Quinta-feira a Sexta-feira
Via Verde para Cultura – Entrada gratuita (*)

Ceias Medievais – 7 a 24 Julho 2010 (Quinta-feira a Domingo) | Horário: 20h30 | Preços: Gratuito, crianças até aos 5 anos; €15,00, crianças dos 6 aos 11 anos (traje+ceia) ; €35,00 por pessoa a partir dos 12 anos (ceia+bilhete ou traje) | Local: Palco Principal – Cerca do Castelo Óbidos.
Reservas pelo tel.262959231 ou pelo e-mail: mercadomedieval@cm-obidos.pt
Nota: A realização das Ceias Medievais pressupõe um número mínimo de 20 participantes. (mais informações)

Aluguer de Trajes – €7,00

Medieval Camp – 25,00€/noite tenda, acrescido de 5,00€/noite por participante (inclui entrada no evento)
É necessário efectuar reserva prévia através do nº telefone 939430701 ou e-mail: mercadomedieval@cm-obidos.pt , lugares limitados.

(*)VIA VERDE CULTURA – €40,00 (Venda exclusiva no Posto de Turismo de Óbidos)

Ceias Medievais

No Portugal medieval existiam essencialmente duas refeições: o jantar e a ceia. A ceia era tomada entre as seis e as sete horas da tarde. Para além destas, o progressivo atraso na hora do jantar terá levado a que se instituísse uma outra refeição, o almoço, tomado pouco depois do levantar.

O número de pratos servidos a cada uma destas refeições variava não apenas entre elas mas, e principalmente, entre classes sociais. À mesa do rei, da nobreza e do alto clero seriam servidos três pratos ao jantar, para além das sopas, acompanhamentos e sobremesas; quanto menor fosse o estatuto social, menor o número de pratos, que seria de dois ou apenas um entre os mais desfavorecidos. À ceia, os mais ricos veriam servidos dois pratos, enquanto os menos abastados apenas um.

Também relativamente ao decorrer das refeições se verificavam diferenças entre classes e grupos sociais. Os camponeses faziam as refeições de um modo mais simples, comparativamente às classes socialmente mais elevadas, nas quais as práticas seriam mais elaboradas e protocoladas.
Um aspecto era comum a todos: a ausência de garfos levava a que fosse imprescindível lavar as mãos antes e após cada refeição, devido ao contacto destas com os alimentos. Nas casas mais ricas, servidores traziam à mesa “justas” ou “gomis”, bem como grandes bacias, sobre as quais se colocavam as mãos. Por vezes, particularmente em banquetes mais importantes e requintados, utilizava-se água de rosas ou de outro perfume em substituição da água simples. Para limpar as mãos depois de as lavar eram usadas “napeiras” ou pequenas toalhas.

Desde a Idade Média que se usam nas mesas toalhas e guardanapos. Esta prática, como se depreende, foi-se tornando hábito inicialmente entre as classes mais ricas e só mais tardiamente na restante população. Seria também costume entre as classes mais ricas portuguesas (mas não o seria noutros pontos da Europa) introduzir sob a toalha uma espécie de alcatifa (o chamado “bancal” ou “mantel”), que se usava também a cobrir os bancos. Para além de servir para cobrir a mesa, a toalha ou, em alternativa, os toalhetes.

Nos banquetes das casas mais abastadas era habitual a presença de peças de ourivesaria nas mesas, com fins não só utilitários como também decorativos. Cada prato, bem como o vinho, eram precedidos por um porteiro seguido por criados empunhando tochas. Os alimentos eram trazidos em terrinas ou bacias, sendo estas de tamanho reduzido no nosso país, comparativamente a outros locais da Europa. Pelo contrário, nas casas mais pobres encontravam-se sobre a mesa apenas os utensílios essenciais para as refeições, sendo o cerimonial em torno destas muito mais simples e informal.

Se as práticas referidas são já suficientes para mostrar a importância que as refeições assumiam no seio das classes sociais mais elevadas, algumas outras se lhes podem acrescentar para demonstrar a diversidade de ritos que envolviam estes momentos. Viviam-se tempos em que abundavam as superstições; estas, em conjunto com o medo de envenenamentos por parte dos mais poderosos levavam à utilização de “alfaias” usadas para detectar os alimentos. Entre a enorme variedade destes objectos contam-se diversas pedras raras (ágata e pedra serpentina, entre outras), bicos de aves e chifres de animais (a que, pomposamente, era dada a designação de “chifres de unicórnio”) com acabamentos em ouro e prata e uma espécie de suportes chamados “lingueiros” onde se suspendiam línguas de serpente ou dentes e ossos de animais. A todos estes objectos eram atribuídas propriedades mágicas: acreditava-se que quando contactassem com alimentos “impuros”, estes e outros talismãs mudariam de cor, manchar-se-iam ou começariam até a sangrar.

Datas de Realização:
7 a 24 Julho 2010 (Quinta-feira a Domingo)

Horário:
20h30

Preço:
Gratuito, crianças até aos 5 anos
€15,00, crianças dos 6 aos 11 anos (Entrada no Mercado + Traje + Ceia)
€35,00 por pessoa a partir dos 12 anos (Entrada no Mercado + Traje + Ceia)

Local:
Palco Principal – Cerca do Castelo Óbidos

Reservas pelo tel.262959231 ou pelo e-mail: mercadomedieval@cm-obidos.pt

Nota: A realização das Ceias Medievais pressupõe um número mínimo de 20 participantes.

Medieval Camp

Na edição 2011, o Mercado Medieval de Óbidos comemora o 10º aniversário e convida-vos a viver num acampamento medieval.

O Medieval Camp numa lógica de living history, proporciona nesta edição uma vivencia activa num acampamento medieval, podendo dormir e sentir todo o ambiente de um mercado da Idade Média. Tendo como pano de fundo o Castelo de Óbidos, o acampamento, situado no Terreiro da Pousada, será uma experiência ousada e inesquecível para todos apaixonados pela História.

Como acontece:

No calendário do Mercado Medieval – de 7 a 24 de Julho (Quintas-feiras, Sextas-feiras, Sábados e Domingos)

Local
Acampamento Civil na Encosta da Pousada

Tendas com duas tipologias
Familiares com capacidade máxima para 2 adultos e 2 crianças;
Grupos até 8 adultos;
Serão fornecidas as tendas pelo que os participantes terão se fazer acompanhar do restante material de campismo. Aconselhamos a consulta do regulamento para mais informação.

Preços:
25,00€/noite tenda, acrescido de 5,00€/noite por participante (inclui entrada no evento)
É necessário efectuar reserva prévia através do nº telefone 939430701 ou e-mail: mercadomedieval@cm-obidos.pt , lugares limitados.

Ateliê de Trajes Medievais amplia guarda-roupa do Mercado Medieval

Até 29 de Julho

Decorre até ao próximo dia 29 de Julho, em Óbidos, um ateliê/curso sobre Trajes Medievais, numa parceria entre a empresa municipal Óbidos Patromonium e o CIVEC – Centro de Formação para a Indústria do Vestuário e Confecção.

O ateliê tem a duração de 300 horas, com 50 horas de iniciação à costura, 25 horas de iniciação à confecção de peças, 50 horas de modelação de camisas, 25 horas de montagem de camisas, 50 horas de modelação de vestidos e 50 horas de preparação, montagem e acabamentos de vestidos.

As unidades de formação que integram este curso permitirão ao formando adquirir competências para efectuar as operações de modelação, corte e confecção relativas à execução de camisas, saias e vestidos da época medieval.

Os formandos que integram este ateliê pertencem às associações do Concelho de Óbidos e têm idades compreendidas entre os 25 anos e os 68 anos, num total de 10 formandos, dos quais 2 são do sexo masculino.

O objectivo é renovar e ampliar o guarda-roupa do Mercado Medieval de Óbidos e, em simultâneo, dar oportunidade às associações locais de aprofundarem conhecimentos nesta área, podendo contribuir para uma profissionalização da confecção de trajes medievais.

Os trajes que estão a ser confeccionados serão utilizados por visitantes, figurantes e participantes nas Ceias Medievais, no decorrer do Mercado Medieval de Óbidos deste ano.

Os modelos são essencialmente trajes de Burguesia e Povo, Cavaleiros e Clero.

Gamado, aqui.

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