>Azeite baterá recorde de produção no próximo ano

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No próximo ano, Portugal deverá estar a produzir azeite suficiente para dar resposta às necessidades dos consumidores nacionais.

Essa é a convicção do director-geral da Elaia, empresa ligada ao grupo Sovena e proprietária da marca Oliveira da Serra, que produz, por ano, 11,5 milhões de litros de azeite, o que corresponde a 20 por cento do consumo anual no nosso país.

“Portugal pode dar cartas neste produto, e a primeira meta está praticamente atingida, que era a auto–suficiência. Dentro de um ou dois anos, o País será claramente exportador de azeite”, diz Vasco Cortes Martins.

Para já, a produção nacional ronda as 50 mil toneladas de azeite por ano, número aquém das 62 mil toneladas que são necessárias para o consumo interno. O aumento da produção está garantido com a plantação de novos olivais e a instalação de lagares modernos, sobretudo no Alentejo, principal região produtora de azeite.

Ferreira do Alentejo foi o concelho escolhido pelo grupo Sovena para construir um arrojado lagar com um pólo de 4 mil hectares de olival, num investimento de nove milhões de euros. Na última campanha, saíram desta infra-estrutura duas mil toneladas de azeite, número que deve triplicar em 2011 e que se destina, sobretudo, ao mercado nacional, uma vez que a exportação representa 10% da produção anual da marca Oliveira da Serra.

O caso da Sovena não é isolado no Alentejo. De norte a sul da região, são muitos os projectos ligados ao sector e todos encaram com optimismo o futuro próximo.

“O azeite é uma fileira prioritária”, sublinha José Baptista, director-geral da Cooperativa Agrícola da Vidigueira. Esta associação de produtores conta com 1500 associados, num total de 10 mil hectares de olival. Em 2010 engarrafou cerca de 272 mil litros de azeite, dos quais 27% foram exportados para Angola, África do Sul, Inglaterra, Alemanha, Luxemburgo, Brasil e EUA.

EXPORTAÇÕES SOBEM 37%

A exportação de azeite português cresceu durante o ano passado 37 por cento, em volume, ultrapassando pela primeira vez nos últimos anos os valores da importação.
Os dados, revelados pela Casa do Azeite, referem que o Brasil é o principal consumidor do azeite nacional.
Em 2010, o sector exportou 159 milhões de euros e importou 158 milhões.

“SECTOR CONVERTEU ÁREA AGRÍCOLA”: Vasco Cortes Martins, Director-geral da Elaia

CM – Que potencial tem o sector do azeite em Portugal?

Vasco Cortes Martins – Pode dar cartas neste produto. A primeira meta está quase atingida, que é a auto-suficiência do País. Nos próximos anos, Portugal será um claro exportador de azeite.

– Será uma mais-valia para a economia nacional?

– Totalmente. Esta actividade reconverteu muitas áreas agrícolas que estavam subaproveitadas. Ou seja, conseguiu pô-las não só a produzir como, dentro de pouco tempo, estarão a exportar. E isso faz toda a diferença.

– Com tantos investimentos, já há olival a mais no País?

– Se não somos auto-suficientes, como é que há olival a mais? Vão surgir mais investimentos.

MOURA E BARRANCOS SOBEM PRODUÇÃO

Os concelhos de Moura e Barrancos, abrangidos pela denominação de origem protegida ‘Azeites de Moura’, são dos grandes produtores do País. A cooperativa agrícola local é a terceira principal embaladora de azeites virgem e virgem extra, tendo produzido em 2010 um total de 3,5 milhões de litros.

Com cerca de 1200 produtores associados, correspondendo a uma área de 18 mil hectares de olival, a Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos espera chegar este ano aos 4,5 milhões de litros de azeite embalados. A maioria é vendida no mercado nacional através das principais cadeias de hipermercados.

Bem menos peso nas contas da cooperativa têm as exportações. “Ao destinarmos a maior parte das nossas produções para o mercado interno, contribuímos para o equilíbrio da balança comercial do azeite”, explica o gerente Manuel Fialho.

Com quase duas décadas de experiência no sector, o responsável deposita igualmente grandes expectativas na produção de azeite para o crescimento da agricultura: “O espantoso crescimento da cultura do olival na última década fará do azeite a principal produção do Baixo Alentejo.”

INVESTIMENTO EM LAGARES

O aumento da produção de azeitona levou a Cooperativa Agrícola de Beja e Brinches a investir cinco milhões de euros num novo lagar. Com 2400 associados, 800 dos quais olivicultores, a cooperativa prevê receber na campanha de 2011 cerca de 15 milhões de quilos de azeitona. Nos próximos anos, a produção poderá aumentar para os 25 milhões de quilos.

Gamado, aqui.

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