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Castelo de Silves (imagem daqui)

Esta semana descemos tudo até ao Sul. O Algarve é a região do país onde a indústria do turismo detém um papel mais preponderante, constituindo-se como um produto turístico de grande relevância a nível europeu e internacional. Estas características internacionais fazem com que por vezes o turista português tenha a sensação de que pode ser mais barato fazer férias no sul de Espanha que no Algarve. Pudera! O Algarve aponta ao turista norte-europeu, cujo poder de compra é superior. Por outro lado, algumas zonas do Algarve são de tal forma internacionais que temos a sensação de não estar em Portugal.
Mas há muito Algarve por descobrir. Vamos contornar a concentração de motards de Faro e rumar a Silves, antiga capital Algarvia.

Castelo
O castelo denuncia a antiga Xelb, sendo um dos melhores exemplares de arquitectura militar islâmica em Portugal e utilizando o material típico da região: a taipa, do Barrocal algarvio.

Arade
O rio foi durante séculos navegável desde Silves até ao mar e foi ele que fez a grandeza medieval da cidade.
Há muitos anos que existe a ideia de desassorear o curso final do rio Arade de modo a permitir a navegação por barcos de recreio, o que certamente ajudaria a trazer o fluxo turístico até Silves. Contudo, se esse projecto elementar não foi feito, não será certamente em tempos de Troika que o será.

Alte

Fonte Grande, Alte (imagem daqui)
Por alguma razão se espalhou o mito de que Alte era a segunda aldeia mais portuguesa de Portugal, atrás de Monsanto, após o célebre concurso organizado pelo Estado Novo em 1938. Embora Alte não tenha estado na final desse concurso, continua a ser hoje um dos exemplos de preservação cultural, patrimonial e humana – ponto obrigatório de passagem a quem quiser conhecer o outro Algarve.

Pico da Fóia

imagem daqui

Para quem gosta de caminhadas e de grandes panorâmicas, o pico da serra de Monchique (902m de altitude) é recomendável. Se estiver bom tempo, pode ver-se a ponta de Sagres e tão longe como a serra da Arrábida, a norte.

Medronho
A serra de Monchique esconde um segredo: a aguardente de medronho. E digo “esconde”, não porque não seja conhecido, mas porque a ASAE anda em busca dos produtores caseiros desta aguardente tradicional e portanto é mesmo necessário escondê-la. E por isso é que não vou dizer onde é que ainda se pode consumi-la.

Sagres
O “promontório sagrado” já era célebre antes de o imaginário nacional ali ter situado o Infante D. Henrique e a sua escola de especialistas em navegação, como se fosse necessário ao infante colocar-se num sítio deserto para compreender melhor os segredos do mar. O mito português vale bem uma visita – e valerá ainda mais quando estiver pronto o parque temático.

Fechamos a voltinha de regresso ao ponto de partida: a Feira Medieval de Silves 2011, que decorre de 9 a 15 de Agosto.

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