Castelo de Bode

Castelo de Bode (imagem daqui)

Numa altura em que está forte a promoção do “Grande Lago” do Alqueva como destino turístico de relevância internacional, tempo para visitarmos naquele que há gerações ocupa o lugar do “grande lago” no imaginário dos portugueses: a albufeira da barragem de Castelo de Bode, inagurada em 1951.

Quando eu era miúdo este era um daqueles pontos em que as viagens de estudo geralmente não falhavam. Da viagem em si pouco recordo, e tampouco tirei fotografias; nesse aspecto as viagens de estudo dos miúdos são sempre iguais. Há a brincadeira, a confusão, a contagem de cabeças em cada entrada no autocarro, as cantorias típicas

um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete
viva a nossa camionete
sete, seis, cinco, quatro, três, dois, um,
comó nosso autocarro não há nenhum”
Senhor chofer, por favor
Ponha o pé no acelerador,
Se chocar, não faz mal,
Vamos parar ao hospital!

(…a inocência das crianças. Apesar de tudo, nunca fui parar ao hospital por causa de um chofer destes autocarros.) Bem, e ele era as visitas em grupo em que metade da malta estava distraída, os miúdos que vomitam, e até os miúdos que vomitam em sacos rotos e que depois lhes vão sujar as calças. Antigamente, como havia menos preocupações de segurança, havia até os miúdos que vinham para o microfone junto ao motorista – ao chofer – contar anedotas!
Bom, de tudo isto deve ter acontecido nessa viagem, como em tantas outras, mas especificamente o que recordo é da visão da grande barragem e de ficarmos todos maravilhados com uma coisa que nunca tínhamos visto igual.
Aquela estrutura colossal de betão (115 metros de altura), despejando uma enorme coluna de água, esclarecia-nos em poucas palavras sobre a importância daquela barragem que abastecia Lisboa e produzia tanta electricidade. Passado um bocado já estaríamos outra vez a correr uns atrás dos outros no parque de estacionamento à volta do autocarro.

imagem daqui

A grande albufeira de Castelo de Bode aprofundou-se como destino turístico. Hoje em dia, para além do passeio dos tristes semelhante àquele que os miúdos faziam e certamente continuam a fazer, as pessoas deslocam-se para praticar desportos náuticos como o windsurf, a vela, remo, motonáutica e jet ski, bem como da pesca desportiva, nomeadamente a truta, as enguias e o lagostim vermelho. O lagostim tornou-se um fenómeno curioso: o seu sucesso reprodutório foi tal que se tornou uma ameaça ao ecossistema local. As duas melhores alternativas para resolver o problema seriam atacá-lo com pesticidas ou… comê-lo! E nasceu o Festival do Lagostim, que começa a tornar-se uma referência gastronómica na região.

À volta
Tomar – a vila dos Templários. Para quem gostar de História e dos nossos monumentos, a Charola vale sempre uma visita – até porque tem sofrido boas obras de restauro ao longo dos últimos anos. Porque será que se diz “sofrer” obras de restauro? É uma coisa positiva, mas associamos “sofrer” a algo negativo….

Dornes – o fascínio que os templários exercem ainda hoje no imaginário das pessoais, e a partir do qual Dan Brown fez a sua fortuna, pode ser alimentado nesta aldeia com uma torre pentagonal (caso único no país) e situada numa península que vigia o curso intermédio do Zêzere, quase como outro Almourol

Centro Geodésico de Portugal – no concelho de Vila de Rei está o Centro Geodésico de Portugal Continental, e sublinhamos o “continental” para não ofender os nossos leitores insulares. Este nosso amigo diz que o “monumento” está “situado a uma altitude de 600 m” e que “este local permite-nos uma visão de 360º sobre um horizonte vastíssimo, em que se destaca a Serra da Lousã e, com tempo limpo, a Serra da Estrela quase 100 km de distância.” É aproveitar os dias de sol!

O novo leão de Rio Maior?
Durante algumas semanas reviveu-se o fenómeno do célebre leão de Rio Maior, agora com a notícia de que existiria um crocodilo nas águas do Zêzere. (…) Contudo, e ao contrário do que acontece na Escócia, em Portugal não nos deixamos levar em cantigas. O crocodilo descobriu-se ser um peixe-gato, de cerca de 1,5m, e que pelo seu formato e forma de nadar terá sido confundido com um crocodilo. Já o leão, segundo parece, era mesmo verdadeiro… mas isso fica para outro dia.

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