Rio de Onor

Rio de Onor (imagem daqui)

Se bem se lembram, passámos por Rio de Onor naquele fim-de-semana em que os manifestantes anarquistas se esqueceram de fazer turismo em Trás-os-Montes.

Rio de Onor é uma atracção turística há muitos anos e terá inspirado as gentes do Couto Mixto, onde estivemos a semana passada, a fazer o mesmo. Em Rio de Onor é mais fácil, pois não é uma memória histórica mas uma realidade actual; os habitantes não têm privilégios mas foram esquecidos pelo tratado de 1864 e, até hoje, a aldeia permanece dividida ao meio.

Imagem aérea de Rio de Onor com indicação de fronteira (imagem daqui)

Continua a chamar-se Rio de Onor do lado português e Rihonor do lado espanhol. E não se vê a si mesma como duas aldeias, mas apenas como um povoado único, com um linguajar próprio, misto e aparentado ao mirandês. Quando muito, há o povo de cima e o povo de baixo.

(imagem daqui)

Claro que, como todo o interior, sofre com a desertificação. Hoje são já poucos os habitantes, mas vale a pena ir até lá e ver como uma aldeia em 2 países, com 2 línguas, sobreviveu durante séculos como se essa linha simplesmente não existisse. …a partilha de um forno comunitário, a partilha de terrenos agrícolas comunitários e de um rebanho, pastando nos terrenos comunitários.
“Ademais”, como diriam nuestros hermanos, “los dos únicos bares del pueblo (el centro cívico y la Cervecería Prieto) se encuentran en Portugal, mientras que la única tienda, que vende comida, detergente y demás se encuentra en España.” (fonte)

Feira do Fumeiro de Vinhais (imagem daqui)

Estamos a apenas 27km de Bragança, e dentro do Parque Natural de Montesinho. O Douro pode ser atravessado de cruzeiro, pelos mais calminhos, ou de canoa pelos mais desportistas; pode-se receber massagens na Serra de Bornes, ou ir a Mirandela em busca das célebres alheiras, ou até Vinhais, onde tanto pode haver chegas de touros de raça mirandesa como a já célebre Feira do Fumeiro. Rio de Onor é mais uma paragem numa região que tem tanto para oferecer!

fronteira em Rio de Onor (imagem daqui)

Ironicamente, numa aldeia “comunitária”, a União Europeia podia ajudar a trazer um novo futuro à aldeia. Rio de Onor tem o estatuto de Aldeia Europeia, o que se traduz em apoios comunitários para recuperação de casas e outro património. Mas, mais uma vez, faltam os jovens… o que será necessário para percebermos que o melhor de Portugal até pode chegar a Espanha?

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