Archive for the ‘Ambiente’ Category

Hortas comunitárias (Torre de Moncorvo)

(imagem daqui)

Economia, produção local, consciencialização ambiental: uma excelente iniciativa da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo.

“A medida vai beneficiar 150 famílias. As hortas serão criadas num terreno do município situado na Quinta da Fonte de Carvalho (…) “A cada munícipe interessado é atribuído gratuitamente um talhão de 30 a 50 metros quadrados onde pode dedicar-se à agricultura e cultivar verduras e legumes, árvores de fruto, plantas medicinais, aromáticas e condimentares”, explica o município.” (sacado daqui)

Caminada na Tierra de Miranda

É já no próximo dia 4 de Setembro, a Caminada na Tierra de Miranda, Miranda – Nazo. Este é um percurso de inolvidável beleza, que vai surpreender os participantes.

A cultura, a tradição, a paisagem e a história do concelho de Miranda do Douro vão estar presentes em cada“passo”, dos caminheiros. Para além disso, não são esquecidos os bons hábitos de saúde aliados ao passeio na natureza. Venha descobrir a fantástica beleza das paisagens das Arribas do Douro.

As inscrições prolongam-se até ao próximo dia 31 de Agosto no Posto de Turismo de Miranda do Douro e na Casa das Quatro Esquinas.

Programa:
Hora da partida: 8h
Local da partida: Posto de Turismo de Miranda doDouro
Itinerário: Miranda do Douro – Malhadas – Nazo- Almoço- Regresso a Miranda do Douro (transporte assegurado pelaautarquia)
Total do percurso: 14 km
Duração: 3 h

Conselhos úteis – calçados apropriado, roupaleve e água fresca

Fonte: Câmara Municipal de Miranda do Douro

Olivicultura biológica (Figueira de Castelo Rodrigo)

imagem CM Figueira Castelo Rodrigo

“A Casa da Cultura de Figueira de Castelo Rodrigo vai receber, nos dias 9 e 10 de setembro, as II Jornadas Nacionais de Olivicultura Biológica, subordinadas ao tema “Olival: Bens e Serviços do Ecossistema”. A organização é da responsabilidade da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), em conjunto com a Associação de Agricultores para a Produção Integrada de Frutos de Montanha (AAPIM), Instituto de Ciências Agrárias e Ambientais Mediterrânicas/Universidade de Évora (ICAM/UE), Centro de Investigação de Montanha/Escola Superior Agrária de Bragança (CIMO/ESAB), Associação de Produtores de Azeite da Beira Interior (APABI) e Associação Transumância e Natureza (ATN), apoiadas pela Câmara Municipal de Figueira.

Estas jornadas pretendem promover a olivicultura biológica, “tipo de cultura que não usa fertilizantes químicos, nem pesticidas, logo é um género de agricultura que presta serviço ambiental e não prejudica a saúde, apesar de a produtividade ser menor”.
(sacado daqui)

Procura-se investidor para produzir azeite milenário (Serpa)

imagem daqui

“Olivais antigos estão a desaparecer para dar lugar a novas plantações em regime intensivo. Apoios do Estado não os abrangem por não atingirem a densidade mínima por hectare.”

Infelizmente, falta “pedalada económica” ao professor reformado e agricultur que é proprietário deste fenómeno simultaneamente natural, ambiental e económico. (clique em “ler mais” para continuar)


“Dá gosto ver estas árvores com muitos séculos”, diz Ferreira Fernandes, professor reformado e agricultor, orgulhoso do seu feito: recuperou um conjunto de oliveiras, dispersas por 15 hectares, com um diâmetro de caule ressequido que, nalguns casos, ultrapassa os 8,5 metros.

O problema de Ferreira Fernandes é que a densidade deste olival (número de árvores por hectare) é tão pequena que não é reconhecida pela legislação em vigor para poder beneficiar dos apoios à manutenção das explorações olivícolas – isto apesar de se tratar de um olival que, “mais do que tradicional, é monumental”. Sem querer especular, diz ser proprietário, no meio de centenas de árvores muito antigas, de umas sete dezenas com “muitos séculos” e de algumas com “mais de mil anos”.
(…)
O ideal, explica, seria a criação de um azeite de quinta, tal como já acontece na região espanhola da Andaluzia, onde há cooperativas a embalar a produção com o rótulo de centenário ou milenário, para o colocar em nichos de mercado muito exigentes. Trata-se, afinal, de azeite proveniente de árvores que terão sido plantadas por romanos ou gregos.

“Mas eu não tenho pedalada económica” para uma iniciativa semelhante, reconhece o proprietário do olival que diz ser “provavelmente” o mais antigo do mundo, excluindo, portanto, a existência de espécies isoladas mais antigas.

Antes de iniciar o processo de recuperação das árvores seculares, Ferreira Fernandes nunca tinha ultrapassado as 20 toneladas de azeitona numa colheita. Depois de o ter renovado – tratando as copas de maneira a ficarem mais próximas do chão, tendo em vista o seu varejamento mecânico -, “nunca mais ficaram abaixo das 30 toneladas”. Em 2010 atingiu as 84 toneladas, mas as árvores “cansaram-se” com um tal volume de produção e, no ano seguinte, observou-se “um efeito depressivo” e de redução na quantidade produzida, ficando pelas 34 toneladas.

Em Serpa, diz Ferreira Fernandes, “há muitos olivais antigos, que mereciam um pouco mais de atenção”. Se não houver apoio ou não for estabelecido um programa para a sua preservação, “o mais certo é serem abandonados ou substituídos por olivais modernos”, avisa, acalentando a esperança de que os seus descendentes ou futuros proprietários “não destruam” um olival que é contemporâneo ou até anterior à nacionalidade portuguesa, e que conseguiu chegar aos dias de hoje.”
(sacado daqui)

Parque da Cidade (Porto)

Parque da Cidade (imagem daqui)

“Com uma área de 90 hectares, o Parque da Cidade do Porto recebe anualmente “mais de um milhão” de visitantes, segundo a câmara. É o maior espaço verde totalmente inserido num contexto urbano do país.

Numa superfície equivalente a cerca de 80 campos de futebol, com uma orla marítima de 800 metros, vai nascer um equipamento de balneários para servir a zona desportiva e os utentes do parque, adiantou à Lusa a autarquia. A construção deve-se a uma parceria entre o município e o Sport Club do Porto.

No Parque existem ainda quatro lagos com uma superfície total aproximada de 40 mil metros quadrados, zonas de relvado e arborizadas.

Muito comum naquele ‘pulmão’ da cidade é ver crianças darem pão aos patos, mas também há gansos, cisnes, peixes e rãs, além de coelhos e répteis.

Quanto à flora, que está limitada pela proximidade do mar, estão contabilizadas, pelo menos, 75 espécies arbóreas, 42 arbustivas, 15 espécies de árvores de fruto e dez espécies aquáticas, num total de dezenas de milhares de exemplares.”

“Localizado na zona ocidental da cidade, o Parque da Cidade aparece pela primeira vez no plano de urbanização do arquitecto Robert Auzelle, na década de 1960, e foi projectado pelo arquitecto paisagista Sidónio Pardal, tendo sido inaugurado em 1993 e finalizado em 2003, com a construção da frente marítima.

O parque foi pensado com atenção à sustentabilidade ambiental, já que houve uma preocupação em modelar o espaço verde de forma a garantir a apropriada retenção da água das chuvas. Para além disso, os lagos são abastecidos apenas por nascentes e cursos de água existentes no local e toda a água utilizada para a rega do parque provém dos seus lagos.

O mesmo objectivo está presente nas tarefas de manutenção: as máquinas de cortar as relvas e os prados fraccionam o material em partículas muito pequenas que são depois incorporadas no solo, enriquecendo-o.

Também a lenha proveniente da limpeza e queda de ramos das árvores adultas é aproveitada, através de uma máquina que a transforma em estilha que será depois aplicada em tubos de arbustos, nas caldeiras das árvores e nos canteiros da cidade.

O espaço inclui ainda um núcleo rural, inaugurado em 2002, depois de três anos de restauro e recuperação de quatro quintas, num projecto da autoria do arquitecto João Paulo Rapagão. É nessa zona que se encontra um restaurante e um salão de chá com esplanada, bem como um dos seis centros de educação ambiental dinamizados pela autarquia (que mobilizam anualmente cerca de 45 mil participantes).

Desde Dezembro de 2002, o parque acolhe, junto à entrada Norte, na Estrada Interior da Circunvalação, o Pavilhão da Água, um dos pavilhões temáticos da Expo’98.

O Parque da Cidade foi seleccionado em 2000 pela Ordem dos Engenheiros como uma das “100 obras mais notáveis construídas no século 20 em Portugal”, escreve a Câmara do Porto, no seu site.”
(sacado daqui)

Embaixadores da Floresta (Porto)

“No Ano Internacional das Florestas a Universidade Católica do Porto em parceria com a Forestis – Associação Florestal de Portugal, a Área Metropolitana do Porto e o Condomínio da Terra (Quercus) prepararam um novo roteiro de formação prática para os cidadãos que querem conhecer e colaborar na protecção e promoção da floresta autóctone na Área Metropolitana do Porto – Embaixadores da Floresta.
O curso realiza-se nos dias 17 e 24 de Setembro (das 9h00 às 17h00) e inclui visitas guiadas, actividades práticas no campo e provas de produtos.”

O programa dos Embaixadores da Floresta integra a Academia Metropolitana da Sustentabilidade, uma iniciativa do Centro Regional de Excelência em Educação para o Desenvolvimento Sustentável da Área Metropolitana do Porto (CRE_PORTO).
Colaboram na nesta primeira edição a Câmara Municipal da Maia, a Câmara Municipal de Santo Tirso, a Associação dos Silvicultores do Vale do Ave (ASVA) e o Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens (FAPAS).
A iniciativa integra os Cursos de Verão da Católica.” (sacado daqui)

Castelo de Bode

Castelo de Bode (imagem daqui)

Numa altura em que está forte a promoção do “Grande Lago” do Alqueva como destino turístico de relevância internacional, tempo para visitarmos naquele que há gerações ocupa o lugar do “grande lago” no imaginário dos portugueses: a albufeira da barragem de Castelo de Bode, inagurada em 1951.

Quando eu era miúdo este era um daqueles pontos em que as viagens de estudo geralmente não falhavam. Da viagem em si pouco recordo, e tampouco tirei fotografias; nesse aspecto as viagens de estudo dos miúdos são sempre iguais. Há a brincadeira, a confusão, a contagem de cabeças em cada entrada no autocarro, as cantorias típicas

um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete
viva a nossa camionete
sete, seis, cinco, quatro, três, dois, um,
comó nosso autocarro não há nenhum”
Senhor chofer, por favor
Ponha o pé no acelerador,
Se chocar, não faz mal,
Vamos parar ao hospital!

(…a inocência das crianças. Apesar de tudo, nunca fui parar ao hospital por causa de um chofer destes autocarros.) Bem, e ele era as visitas em grupo em que metade da malta estava distraída, os miúdos que vomitam, e até os miúdos que vomitam em sacos rotos e que depois lhes vão sujar as calças. Antigamente, como havia menos preocupações de segurança, havia até os miúdos que vinham para o microfone junto ao motorista – ao chofer – contar anedotas!
Bom, de tudo isto deve ter acontecido nessa viagem, como em tantas outras, mas especificamente o que recordo é da visão da grande barragem e de ficarmos todos maravilhados com uma coisa que nunca tínhamos visto igual.
Aquela estrutura colossal de betão (115 metros de altura), despejando uma enorme coluna de água, esclarecia-nos em poucas palavras sobre a importância daquela barragem que abastecia Lisboa e produzia tanta electricidade. Passado um bocado já estaríamos outra vez a correr uns atrás dos outros no parque de estacionamento à volta do autocarro.

imagem daqui

A grande albufeira de Castelo de Bode aprofundou-se como destino turístico. Hoje em dia, para além do passeio dos tristes semelhante àquele que os miúdos faziam e certamente continuam a fazer, as pessoas deslocam-se para praticar desportos náuticos como o windsurf, a vela, remo, motonáutica e jet ski, bem como da pesca desportiva, nomeadamente a truta, as enguias e o lagostim vermelho. O lagostim tornou-se um fenómeno curioso: o seu sucesso reprodutório foi tal que se tornou uma ameaça ao ecossistema local. As duas melhores alternativas para resolver o problema seriam atacá-lo com pesticidas ou… comê-lo! E nasceu o Festival do Lagostim, que começa a tornar-se uma referência gastronómica na região.

À volta
Tomar – a vila dos Templários. Para quem gostar de História e dos nossos monumentos, a Charola vale sempre uma visita – até porque tem sofrido boas obras de restauro ao longo dos últimos anos. Porque será que se diz “sofrer” obras de restauro? É uma coisa positiva, mas associamos “sofrer” a algo negativo….

Dornes – o fascínio que os templários exercem ainda hoje no imaginário das pessoais, e a partir do qual Dan Brown fez a sua fortuna, pode ser alimentado nesta aldeia com uma torre pentagonal (caso único no país) e situada numa península que vigia o curso intermédio do Zêzere, quase como outro Almourol

Centro Geodésico de Portugal – no concelho de Vila de Rei está o Centro Geodésico de Portugal Continental, e sublinhamos o “continental” para não ofender os nossos leitores insulares. Este nosso amigo diz que o “monumento” está “situado a uma altitude de 600 m” e que “este local permite-nos uma visão de 360º sobre um horizonte vastíssimo, em que se destaca a Serra da Lousã e, com tempo limpo, a Serra da Estrela quase 100 km de distância.” É aproveitar os dias de sol!

O novo leão de Rio Maior?
Durante algumas semanas reviveu-se o fenómeno do célebre leão de Rio Maior, agora com a notícia de que existiria um crocodilo nas águas do Zêzere. (…) Contudo, e ao contrário do que acontece na Escócia, em Portugal não nos deixamos levar em cantigas. O crocodilo descobriu-se ser um peixe-gato, de cerca de 1,5m, e que pelo seu formato e forma de nadar terá sido confundido com um crocodilo. Já o leão, segundo parece, era mesmo verdadeiro… mas isso fica para outro dia.