Archive for the ‘Azeites’ Category

Olivicultores transmontanos esperam um «ano regular»

Os olivicultores transmontanos esperam que a campanha que se aproxima corresponda a um ano médio com uma colheita de 90 milhões de quilos de azeite, embora as previsões estejam ainda dependentes dos imprevistos do tempo.

«Contamos com um ano regular, ou seja, uma produção sem grandes oscilações», disse hoje à Lusa António Branco, presidente da Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes (AOTAD).
O azeite é a segunda produção com maior peso na economia transmontana, a seguir ao vinho, movimentando anualmente cerca de 27 milhões de euros.

O sector tem sido afectado, nos últimos anos, por intempéries, nomeadamente as geadas de 2007 que queimaram milhares de árvores, e que têm contribuído para que num ano regular a produção ronde os 90 milhões de quilos, quando podia atingir os 120 milhões em condições favoráveis, segundo contas da associação.

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Azeite de Idanha com nova imagem

Depois de ver classificado o azeite como Denominação de Origem Protegida, a Cooperativa Agrícola de Olivicultores do Ladoeiro acaba de lançar uma nova imagem para acompanhar a qualidade reconhecida do azeite de terras de Idanha.

É o culminar de um trabalho de reactivação do sector que a actual direcção se propôs realizar, desde há 3 anos, aumentando o número de produtores,  de 60 para 200, e a produção, de 220 toneladas ano para 505.

Segundo a presidente da direcção da Coopagrol, a nova embalagem, lançada durante a XV edição da Feira Raiana, “vem fazer justiça à menção de qualidade que o nosso azeite acaba de obter”.

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Procura-se investidor para produzir azeite milenário (Serpa)

imagem daqui

“Olivais antigos estão a desaparecer para dar lugar a novas plantações em regime intensivo. Apoios do Estado não os abrangem por não atingirem a densidade mínima por hectare.”

Infelizmente, falta “pedalada económica” ao professor reformado e agricultur que é proprietário deste fenómeno simultaneamente natural, ambiental e económico. (clique em “ler mais” para continuar)


“Dá gosto ver estas árvores com muitos séculos”, diz Ferreira Fernandes, professor reformado e agricultor, orgulhoso do seu feito: recuperou um conjunto de oliveiras, dispersas por 15 hectares, com um diâmetro de caule ressequido que, nalguns casos, ultrapassa os 8,5 metros.

O problema de Ferreira Fernandes é que a densidade deste olival (número de árvores por hectare) é tão pequena que não é reconhecida pela legislação em vigor para poder beneficiar dos apoios à manutenção das explorações olivícolas – isto apesar de se tratar de um olival que, “mais do que tradicional, é monumental”. Sem querer especular, diz ser proprietário, no meio de centenas de árvores muito antigas, de umas sete dezenas com “muitos séculos” e de algumas com “mais de mil anos”.
(…)
O ideal, explica, seria a criação de um azeite de quinta, tal como já acontece na região espanhola da Andaluzia, onde há cooperativas a embalar a produção com o rótulo de centenário ou milenário, para o colocar em nichos de mercado muito exigentes. Trata-se, afinal, de azeite proveniente de árvores que terão sido plantadas por romanos ou gregos.

“Mas eu não tenho pedalada económica” para uma iniciativa semelhante, reconhece o proprietário do olival que diz ser “provavelmente” o mais antigo do mundo, excluindo, portanto, a existência de espécies isoladas mais antigas.

Antes de iniciar o processo de recuperação das árvores seculares, Ferreira Fernandes nunca tinha ultrapassado as 20 toneladas de azeitona numa colheita. Depois de o ter renovado – tratando as copas de maneira a ficarem mais próximas do chão, tendo em vista o seu varejamento mecânico -, “nunca mais ficaram abaixo das 30 toneladas”. Em 2010 atingiu as 84 toneladas, mas as árvores “cansaram-se” com um tal volume de produção e, no ano seguinte, observou-se “um efeito depressivo” e de redução na quantidade produzida, ficando pelas 34 toneladas.

Em Serpa, diz Ferreira Fernandes, “há muitos olivais antigos, que mereciam um pouco mais de atenção”. Se não houver apoio ou não for estabelecido um programa para a sua preservação, “o mais certo é serem abandonados ou substituídos por olivais modernos”, avisa, acalentando a esperança de que os seus descendentes ou futuros proprietários “não destruam” um olival que é contemporâneo ou até anterior à nacionalidade portuguesa, e que conseguiu chegar aos dias de hoje.”
(sacado daqui)

Casa Anadia inicia exportação de azeite para China

O mercado chinês vai começar a importar os azeites virgem extra produzidos pela Casa Anadia, situada em Alferrarede, Abrantes, com as primeiras encomendas contratualizadas para setembro.

Produzidos este ano pela primeira vez tendo como objetivo a exportação, a Casa Anadia apostou nos azeites DOP Ribatejo, para conquistar o mercado internacional pela “qualidade” do sumo de azeitona produzido, estando “praticamente esgotada” toda a produção deste ano, estimada em 70 mil litros.

Em declarações à agência Lusa, Rui Coutinho, diretor comercial da Casa Anadia, afirmou que a aposta na produção de azeites virgem extra está programada para os próximos sete anos, tendo adiantado que as 70 toneladas agora produzidas estão “já vendidas” e serão entregues a partir de setembro e até 2012 para Hong Kong, Brasil, Canadá, Polónia, Sérvia e Áustria.

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>Azeites de Portugal (Figueira da Foz)

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De 15 a 24 de Julho, o Casino Figueira recebe o evento “Azeites de Portugal 2011 – sabor que não se esquece, intensidade que se procura”.

Para além da um curso de iniciação à prova de azeites (mediante inscrição gratuita e limitada a 20 pessoas por sessão), que decorrerá de 16 a 23 deste mês, o evento integra uma exposição, palestras, degustações e mostra de produtos, com o apoio da Casa do Azeite.

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>Azeite em destaque em Alportel

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A 20ª Feira da Serra, que decorre em São Brás de Alportel entre 29 e 31 de julho, aposta no Palco Sabores e no Sítio do Azeite para animar a festa.

Além de música, exposições, arte equestre, desfiles de moda e artesanato, os sabores são um ponto forte da tradicional Fera da Serra, no último fim de semana do julho.

O azeite é o convidado especial com vários chefes de cozinha a apresentar diversas propostas gastronómicas a partir do mais saudável dos temperos. O Sítio do Azeite é um novo espaço onde serão divulgadas as potencialidades e aplicações deste produto, desde a culinária e doçaria à saúde e beleza.

Os produtos da horta, sempre disponíveis no Mercado, merecem também lugar de destaque nesta edição.

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>Azeite baterá recorde de produção no próximo ano

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No próximo ano, Portugal deverá estar a produzir azeite suficiente para dar resposta às necessidades dos consumidores nacionais.

Essa é a convicção do director-geral da Elaia, empresa ligada ao grupo Sovena e proprietária da marca Oliveira da Serra, que produz, por ano, 11,5 milhões de litros de azeite, o que corresponde a 20 por cento do consumo anual no nosso país.

“Portugal pode dar cartas neste produto, e a primeira meta está praticamente atingida, que era a auto–suficiência. Dentro de um ou dois anos, o País será claramente exportador de azeite”, diz Vasco Cortes Martins.

Para já, a produção nacional ronda as 50 mil toneladas de azeite por ano, número aquém das 62 mil toneladas que são necessárias para o consumo interno. O aumento da produção está garantido com a plantação de novos olivais e a instalação de lagares modernos, sobretudo no Alentejo, principal região produtora de azeite.

Ferreira do Alentejo foi o concelho escolhido pelo grupo Sovena para construir um arrojado lagar com um pólo de 4 mil hectares de olival, num investimento de nove milhões de euros. Na última campanha, saíram desta infra-estrutura duas mil toneladas de azeite, número que deve triplicar em 2011 e que se destina, sobretudo, ao mercado nacional, uma vez que a exportação representa 10% da produção anual da marca Oliveira da Serra.

O caso da Sovena não é isolado no Alentejo. De norte a sul da região, são muitos os projectos ligados ao sector e todos encaram com optimismo o futuro próximo.

“O azeite é uma fileira prioritária”, sublinha José Baptista, director-geral da Cooperativa Agrícola da Vidigueira. Esta associação de produtores conta com 1500 associados, num total de 10 mil hectares de olival. Em 2010 engarrafou cerca de 272 mil litros de azeite, dos quais 27% foram exportados para Angola, África do Sul, Inglaterra, Alemanha, Luxemburgo, Brasil e EUA.

EXPORTAÇÕES SOBEM 37%

A exportação de azeite português cresceu durante o ano passado 37 por cento, em volume, ultrapassando pela primeira vez nos últimos anos os valores da importação.
Os dados, revelados pela Casa do Azeite, referem que o Brasil é o principal consumidor do azeite nacional.
Em 2010, o sector exportou 159 milhões de euros e importou 158 milhões.

“SECTOR CONVERTEU ÁREA AGRÍCOLA”: Vasco Cortes Martins, Director-geral da Elaia

CM – Que potencial tem o sector do azeite em Portugal?

Vasco Cortes Martins – Pode dar cartas neste produto. A primeira meta está quase atingida, que é a auto-suficiência do País. Nos próximos anos, Portugal será um claro exportador de azeite.

– Será uma mais-valia para a economia nacional?

– Totalmente. Esta actividade reconverteu muitas áreas agrícolas que estavam subaproveitadas. Ou seja, conseguiu pô-las não só a produzir como, dentro de pouco tempo, estarão a exportar. E isso faz toda a diferença.

– Com tantos investimentos, já há olival a mais no País?

– Se não somos auto-suficientes, como é que há olival a mais? Vão surgir mais investimentos.

MOURA E BARRANCOS SOBEM PRODUÇÃO

Os concelhos de Moura e Barrancos, abrangidos pela denominação de origem protegida ‘Azeites de Moura’, são dos grandes produtores do País. A cooperativa agrícola local é a terceira principal embaladora de azeites virgem e virgem extra, tendo produzido em 2010 um total de 3,5 milhões de litros.

Com cerca de 1200 produtores associados, correspondendo a uma área de 18 mil hectares de olival, a Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos espera chegar este ano aos 4,5 milhões de litros de azeite embalados. A maioria é vendida no mercado nacional através das principais cadeias de hipermercados.

Bem menos peso nas contas da cooperativa têm as exportações. “Ao destinarmos a maior parte das nossas produções para o mercado interno, contribuímos para o equilíbrio da balança comercial do azeite”, explica o gerente Manuel Fialho.

Com quase duas décadas de experiência no sector, o responsável deposita igualmente grandes expectativas na produção de azeite para o crescimento da agricultura: “O espantoso crescimento da cultura do olival na última década fará do azeite a principal produção do Baixo Alentejo.”

INVESTIMENTO EM LAGARES

O aumento da produção de azeitona levou a Cooperativa Agrícola de Beja e Brinches a investir cinco milhões de euros num novo lagar. Com 2400 associados, 800 dos quais olivicultores, a cooperativa prevê receber na campanha de 2011 cerca de 15 milhões de quilos de azeitona. Nos próximos anos, a produção poderá aumentar para os 25 milhões de quilos.

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