Archive for the ‘Distrito de Guarda’ Category

Feira da Caça, Floresta e Produtos Regionais (Mêda)

A Câmara Municipal de Mêda, em parceria com a Associação Clube de Caça e Pesca de Mêda, vai promover a primeira edição da Feira da Caça, Floresta e Produtos Regionais de 11 a 14 de Novembro.

A autarquia «pretende com este certame divulgar o património cinegético, natural, gastronómico e paisagístico do concelho» refere uma nota. Este evento conta com várias áreas de exposição relacionadas com a caça, produtos regionais, exposição e venda de vinhos locais, tasquinhas com pratos e petiscos de caça, animação e diversas actividades ligadas à temática do evento.

No dia dedicado à floresta irá ter lugar o I Encontro de Sapadores Florestais do Distrito da Guarda e um colóquio tendo como temática a Protecção Civil. Paralelamente à Feira serão realizadas montarias ao javali (dias 11 e 13), largadas de perdizes (dia 14) e de pombos (dia 12), demonstrações de St. Huberto e de Cetraria (dias 13 e 14), Laser Shot, Animação Musical, visitas turísticas aos produtores de Vinho locais e um Magusto.

Durante os dias em que decorre o certame, os restaurantes do concelho aderentes irão confeccionar, especialmente para estes dias, diversos pratos de caça de forma a divulgar a gastronomia local com os produtos regionais do concelho.

Gamado aqui

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Sabugal: autarca quer turistas nas antigas casas florestais

Antiga casa florestal

“A Junta de Freguesia de Fóios, no Sabugal, diz que o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) recuperou três antigas casas florestais para turismo rural, que estão a degradar-se e que nunca foram utilizadas.
Segundo o presidente da Junta de Freguesia, José Manuel Campos, os edifícios construídos na área da Reserva Natural da Serra da Malcata para abrigarem guardas florestais, foram desactivados há perto de duas décadas e, posteriormente, recuperados e equipados pelo ICNB para fins turísticos.

Nestas condições encontram-se duas casas na freguesia de Fóios e uma na vizinha freguesia de Quadrazais, ambas no concelho do Sabugal.
(…)
Acrescentou que as casas foram “muito bem recuperadas e equipadas para a prática do turismo” só que, o director da Reserva da Malcata foi substituído “e os directores vindouros nunca manifestaram grande interesse em alugar as casas, para a prática do turismo, muito embora a procura seja enorme”.(…)
Para José Manuel Campos, o cenário de abandono “é de bradar aos céus”, questionando: “Numa altura em que tanto se fala em turismo rural, e vindo tantos grupos para esta bonita zona raiana, não haverá alguém que consiga dar uma ordem e por as coisas no devido lugar?”.

Ver artigo completo no Público

A inércia é tão difícil de explicar. Que tipo de preconceito ou de prioridade leva a desaproveitar equipamentos prontos a utilizar?… Se assim procedemos com as casas recuperadas, o que faremos com todas as outras?

Esta notícia de 2006 dá-nos uma ideia do abandono a que estamos a votar um património que poderia estimular as economias locais e ajudar a proteger a natureza e o meio ambiente.

“Das 1100 antigas casas de guardas florestais existentes nas áreas protegidas e matas nacionais, apenas cerca de 30 se encontram recuperadas e são utilizadas para turismo da natureza, actividade para a qual foram regulamentadas.
A maior parte das casas de guardas florestais encontra-se em ruínas apesar deste património do Estado ter sido convertido, através de legislação em 1999, em casas- abrigo, destinadas a alojar turistas e a promover actividades de contacto com a natureza.

Existe legislação, existe vontade de conhecer o nosso mundo rural. De que estamos à espera?

Rio Torto

A meio caminho entre Gouveia e Seia existe um lugar que visito todos os anos. Com chegada marcada para quarta-feira de Carnaval e estadia por tempo indeterminado, cada dia que passo em Rio Torto faz-me pensar em pegar na família e “assentar arraiais” definitivamente.

Bem sei que o facto de ser um “outsider” em Rio Torto é uma vantagem, nem que seja pelo simples facto de, por passar alguns dias como “residente”, despertar a curiosidade dos “nativos”.

São esses nativos que me fizeram apaixonar por Rio Torto, pelas suas gentes, pelas casas em ruínas, pelos vestígíos do passado, pelo requeijão de cabra acabado de fazer, pelas compotas, pelos enchidos, pelo presunto, pelas azenhas, pelo barulho do rio mondego, pelas casas de xisto e granito, pela serenidade da ponte romana, pela água resfrescante da fonte do Chafurdo, pela sensatez dos pastores e pelos longos passeios a pé com os miúdos.

Em Rio Torto, uma freguesia que pertence ao concelho de Gouveia, um simples “olá, bom dia” conquista as pessoas e pode dar origem a pequenos almoços de mesa recheda com requeijão, doce de abóbora, pão acabado de cozer, leite da teta e muita disponibilidade para partilhar. É disto que se fazem as gentes de Rio Torto.

Não prescindo da visita bi-diária e em família  para beber café no Santo António. Qualquer “quanto é? obrigado” serve de pretexto para a conversa e para que seja satisfeita a curiosidade dos “nativos” que se interrogam sobre as razões que levam alguém a optar por Rio Torto ao invès de os lugares comerciais da Serra da Estrela. A pergunta serve de resposta.

Naquele café/tasca até um jogo do Benfica, que não relevo muito, ganha outro sabor. A televisão, eu e a minha família, o proprietário e um amigo/familiar, enchíamos o estádio de ruralidade, serenidade e equilibrio. Tudo se faz ao sabor do tempo e de uma mini. Ali a pressa não existe e, na verdade, não é ela que faz alterar o tempo. Em Rio Torto, nem a pressa muda o tempo nem o ruído interfere no espaço.

Eu, que até detesto o silêncio, aprendi a apreciar tal tormenta em Rio Torto. É um silêncio ilusório e que preenche, porque simplesmente não existe. Os cantares das aves e dos ortópteros ou os badalos dos ovinos, caprinos ou bovinos estão de tal forma integrados que fico com a falsa sensação de silêncio. É este o meu silêncio preferido. Desfrutar dele ao mesmo tempo que uma criança de três anos nos bombardeia com perguntas sobre os bichos que vai colhendo e acariciando é das melhores coisas do mundo!

Tudo em Rio Torno é feito “à moda do Paulo Bento”; com tranquilidade. Excluindo a azáfama constante da fantástica oficina de motorizadas – que a maioria do país pensa já estarem extintas – em Rio Torto tudo avança serenamente e sempre com optismismo. Nunca alguém de Rio Torto se lamentou de algo. “A vida é o que fazemos dela e a minha é o que eu quis fazer”, dizem.

Observar os habitantes de Rio Torto nas suas tarefas diárias confirma que o sonho que me acompanha desde a infância faz cada vez mais sentido. Para quê a dependência da tecnologia, de timings, briefings, e brainstormings para estimular a criatividade, se a minha verdadeira musa inspiradora é a ruralidade?

Felizmente, não preciso de dizer “que vou à terra” para sentir o chamamento do mundo rural. Faço parte do mundo rural. Vivo, respiro esse mundo rural mas, mesmo assim, a minha essência pede ainda mais ruralidade e Rio Torto deu-me tudo isso. Bem….já divaguei e ainda nem falei de como os meus míudos me fazem sentir quando também eles sentem o “chamamento”.

Voltando à “vaca fria”…a importância da agricultura de subsistencia e a vida feita ao lado dos animais também me fascina nas pessoas de Rio Torto. Os cães e gatos são parceiros dos donos no labor das hortas, os ovinos e caprinos pastam tranquilamente nas margens do rio enquanto os pastores dispersam o pensamento no horizonte, as aves são uma companhia constante e os burros passeiam livremente pelas ruas onde são “veículos” prioritários e únicos. Confesso que gosto tanto de Rio Torto que até me esqueci de referir que fica na Serra da Estrela.
Mas como o que devem querer saber é onde dormir, comer, passear, visitar, fazer, termino com uma síntese das minhas sugestões.

Dormir
Onde dormi não digo para que Rio Torto não se encha de gente…o que não falta na Serra da Estrela são alojamentos! Posso apenas sugerir a pensão Leitão em Seia. Falem com o Jorge que não ficam mal!

Comer
Na pensão Leitão há um restaurante pequenino mas onde podem comer e beber tudo o que de melhor se produz naquela região. Aconselho o borrego grelhado, os medalhões ou o cabrito no forno, os queijos, o tinto da casa e os doces feitos pelas mãos calejadas de sabedoria da cozinheia que justifica uma conversa no final da refeição. Tudo boa gente!
Em Linhares da Beira não há duvida que a Taberna do Alcaide é visita ainda mais obrigatória que o castelo.

Passear
Obviamente que um circuito pela Serra da Estrela e lugares periféricos (evitem os fins-de-semana) têm que fazer, mas também podem dar um saltinho a Linhares da Beira.

Visitar
A Anta da Pedra da Orca, também conhecida por Anta do Rio Torto merece uma visita, de preferência acompanhada por um piquenique com produtos regionais.
O museu do brinquedo em Seia vale o dinheiro pela simpicidade, pela nostalgia dos pais e pela surpresa e alegria dos filhos. O museu do Pão, apesar de muito “modernizado” também não é má ideia.

Fazer
Éh pá! vocês são muito calões! Querem a papinha toda feita, não é? Mas olhem, como ninguém nos ouve, o que vos aconselho é que fujam dos circuitos comercias e ao conceito da “caneirada em rebanho” e vão à procura sem pressas, sem stress. Acreditem que a eternidade não vai chegar para que possam usufruir do que vão encontrando.

E pronto! É isto! Lembrem-se de uma coisa…o mais importante dos sítios que visitamos somos nós e a responsabilidade e obrigação de transformar um sítio de merda numas férias de sonho também é nossa. Se a única coisa que querem é assistir passivamente vão ao macdonalds ou ao Vasco da Gama ver as montras!

Vá, agora deixem de ser calões, desliguem o computador, peguem na familia ou nos amigos e vão conhecer o melhor de Portugal. Ele está aí. Encontrem-no caralho!

Festa da Pecuária (Castelo Rodrigo)

No fim de semana de 23 e 24 de outubro, Castelo Rodrigo recebe a Festa da Pecuária – Rotas da Transumância, com várias atividades que relembram o passado na região de Riba-Côa, que é uma região da Beira Alta, situada sensivelmente entre a margem direita do rio Côa e a margem esquerda do rio Águeda, também conhecida pela pastorícia.

A região Riba-Côa é ocupada pelos concelhos de Almeida, Figueira de Castelo Rodrigo, Pinhel e Sabugal.

Em destaque está uma caminhada que recria a transumância dos pastores, levando o gado das pastagens de verão para as de inverno, num percurso de dois dias entre Algodres e Castelo Rodrigo, com pernoita em acampamento prevista para Freixeda do Torrão.

Para visualizar o programa, clique aqui.

Ovinicultura de Leite em debate (Celorico da Beira)

O Município de Celorico da Beira, em conjunto com a Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Centro, Associação Nacional de Criadores de Ovinos da Serra da Estrela (ANCOSE) e Cooperativa dos Produtores de Queijo Serra da Estrela (ESTRELACOOP), vai promover um debate sobre a “Ovinicultura de Leite na Serra da Estrela – Apoios e Enquadramento Legal para a Estratégia de Desenvolvimento na Serra da Estrela”.A iniciativa realiza-se amanhã, dia 12, no auditório do Centro Cultural de Celorico da Beira, a partir das 9.30 horas.

Gamado no Nova Guarda

IV festival do borrego (Celorico da Beira)

 

A Câmara Municipal de Celorico da Beira vai promover a 4ª edição do Festival do Borrego. A iniciativa é inaugurada no dia 09 e prolonga-se até ao dia 17 de Outubro nos Restaurantes do concelho aderentes. Sendo que para o dia 9, na Carrapichana, está prevista muita animação. Às 09h30 é a abertura oficial com uma Arruada com os Bombos do Baraçal. Seguindo-se o 1º Concurso de Melhores Ovelhas, Malatas e Carneiros.

A imagem foi gamada, aqui.