Archive for the ‘Natureza’ Category

Caminhada (Serra da Freita)

“No próximo dia 24 de Setembro o Núcleo Regional de Aveiro da Quercus organiza mais um percurso pedestre na Serra da Freita, área montanhosa do distrito de Aveiro, na região de Arouca. Inscrições até 20 de Setembro.

“A Serra da Freita faz parte do território que define o Geoparque Arouca, membro da Rede Europeia e Global de Geoparques, cujo valor científico e natural é reconhecido a nível internacional. Este percurso permite contactar com alguns dos elementos de geodiversidade presentes na área planáltica desta serra e descobrir alguns dos segredos que encerram. Associados a estes geossítios, estão ainda valores de carácter científico/didáctico e da cultura dos povos serranos que ao longo do tempo aqui têm vivido, assim como a riqueza da sua flora e fauna. Tendo em conta a completa dependência da biodiversidade relativamente ao meio ambiente e que este se define fundamentalmente pela geologia regional, a conservação dos elementos geológicos, é essencial numa política integrada de protecção da biodiversidade. Sendo certo que só protegemos aquilo a que reconhecemos valor, talvez este percurso permita a alguns, novas descobertas e a sensibilização para a importância da conservação da Natureza na sua componente geológica”, escrevem os organizadores.

Descrição do percurso:
“Na primeira parte do percurso far-se-á o acesso ao miradouro de S. Pedro Velho, localizado a 1077m de altitude, que em dias de boa visibilidade, permite a observação de um território que se estende desde as serras do Marão e Alvão, até à serras da Estrela e da Boa Viagem. Neste local panorâmico e ao longo da área planáltica adjacente, é ainda possível observar e interpretar algumas geoformas graníticas, bem como a forma como os processos geológicos modelam a paisagem. A paragem seguinte será nas Pedras Boroas, que constituem uma forma peculiar de modelado granítico abundante nesta região. O percurso prossegue ao longo da margem do rio Caima, onde, acompanhados pelo murmúrio das suas águas, poderemos descobrir testemunhos da sábia intervenção humana, no sentido de rentabilizar os parcos recursos que a Natureza proporciona nesta região. Ao longo desta margem encontram-se múltiplas Marmitas de Gigante, evidências de uma dinâmica fluvial passada e, que em alguns casos, se desenrola diante dos nossos olhos”.

“Ao longo do percurso encontram-se as aldeias de Albergaria da Serra e da Mizarela, onde apesar de um pouco descaracterizadas, ainda se encontram alguns elementos da arquitectura rural do passado”.

“Segue-se a visita a um local panorâmico muito procurado, pela sua beleza cénica, a Frecha da Mizarela. Daqui pode mais uma vez fazer-se a interpretação da paisagem, bem como dos processos que levaram à criação da maior queda de água de Portugal Continental. No regresso encontraremos ainda outras geoformas graníticas, bons testemunhos da forma como os agentes atmosféricos modelam até, as rochas mais resistentes”.

Características do percurso:
Tipo de percurso: de pequena rota, por caminhos rurais, tradicionais e de montanha;

Distância a percorrer: cerca de 7 km, em circuito;

Duração do percurso: cerca de 3 horas;

Nível de Dificuldade: baixo/médio, com desníveis pouco significativos.

“O objectivo desta actividade é promover o contacto com a Natureza, ajudando a conhecer o património natural e tradicional desta região, promovendo ao mesmo tempo a confraternização entre todos os participantes”.

O ponto de encontro é às 08h00 na sede da Quercus-Aveiro, Urb. de Santiago, Bl. 25, em Aveiro. O ponto de encontro alternativo é às 09h30 no Parque de Campismo do Merujal. O transporte de e para o local da visita deve ser próprio ou partilhado.

Contactos:

Telem: 96.655.13.72

Email: aveiro@quercus.pt”
(sacado daqui)

Quem roubou… a areia? (Portinho da Arrábida)

Portinho da Arrábida ainda… com areia (imagem daqui)

“Um ano depois, e em cima de um mar de calhaus que a maré baixa deixa a descoberto, o Clube da Arrábida promoveu, este sábado, nova acção de sensibilização pública sobre o que considera de “abandono” do Portinho da Arrábida.

A baixa-mar deixa a descoberto o mar de calhaus em que o Portinho da Arrábida está mergulhado, face ao desaparecimento da areia. (…)
“Parece evidente que se, nada for feito, esta praia – que é uma das 7 Maravilhas Naturais de Portugal – corre o risco de desaparecer. (…) Quanto à necessidade de reposição de areia nesta praia – a grande preocupação do Portinho – Maria das Dores, embora reconhecendo não ser técnica, nem a Câmara competente nessa matéria, sempre admite que “os dragados lançados em mar alto, bem poderiam ser despejados nesta praia. Creio que seria uma possível solução para resolver este problema, e sobre a qual já abordei, informalmente, a APSS,” disse a autarca. (…) (gamado aqui)

Parque da Cidade (Porto)

Parque da Cidade (imagem daqui)

“Com uma área de 90 hectares, o Parque da Cidade do Porto recebe anualmente “mais de um milhão” de visitantes, segundo a câmara. É o maior espaço verde totalmente inserido num contexto urbano do país.

Numa superfície equivalente a cerca de 80 campos de futebol, com uma orla marítima de 800 metros, vai nascer um equipamento de balneários para servir a zona desportiva e os utentes do parque, adiantou à Lusa a autarquia. A construção deve-se a uma parceria entre o município e o Sport Club do Porto.

No Parque existem ainda quatro lagos com uma superfície total aproximada de 40 mil metros quadrados, zonas de relvado e arborizadas.

Muito comum naquele ‘pulmão’ da cidade é ver crianças darem pão aos patos, mas também há gansos, cisnes, peixes e rãs, além de coelhos e répteis.

Quanto à flora, que está limitada pela proximidade do mar, estão contabilizadas, pelo menos, 75 espécies arbóreas, 42 arbustivas, 15 espécies de árvores de fruto e dez espécies aquáticas, num total de dezenas de milhares de exemplares.”

“Localizado na zona ocidental da cidade, o Parque da Cidade aparece pela primeira vez no plano de urbanização do arquitecto Robert Auzelle, na década de 1960, e foi projectado pelo arquitecto paisagista Sidónio Pardal, tendo sido inaugurado em 1993 e finalizado em 2003, com a construção da frente marítima.

O parque foi pensado com atenção à sustentabilidade ambiental, já que houve uma preocupação em modelar o espaço verde de forma a garantir a apropriada retenção da água das chuvas. Para além disso, os lagos são abastecidos apenas por nascentes e cursos de água existentes no local e toda a água utilizada para a rega do parque provém dos seus lagos.

O mesmo objectivo está presente nas tarefas de manutenção: as máquinas de cortar as relvas e os prados fraccionam o material em partículas muito pequenas que são depois incorporadas no solo, enriquecendo-o.

Também a lenha proveniente da limpeza e queda de ramos das árvores adultas é aproveitada, através de uma máquina que a transforma em estilha que será depois aplicada em tubos de arbustos, nas caldeiras das árvores e nos canteiros da cidade.

O espaço inclui ainda um núcleo rural, inaugurado em 2002, depois de três anos de restauro e recuperação de quatro quintas, num projecto da autoria do arquitecto João Paulo Rapagão. É nessa zona que se encontra um restaurante e um salão de chá com esplanada, bem como um dos seis centros de educação ambiental dinamizados pela autarquia (que mobilizam anualmente cerca de 45 mil participantes).

Desde Dezembro de 2002, o parque acolhe, junto à entrada Norte, na Estrada Interior da Circunvalação, o Pavilhão da Água, um dos pavilhões temáticos da Expo’98.

O Parque da Cidade foi seleccionado em 2000 pela Ordem dos Engenheiros como uma das “100 obras mais notáveis construídas no século 20 em Portugal”, escreve a Câmara do Porto, no seu site.”
(sacado daqui)

Embaixadores da Floresta (Porto)

“No Ano Internacional das Florestas a Universidade Católica do Porto em parceria com a Forestis – Associação Florestal de Portugal, a Área Metropolitana do Porto e o Condomínio da Terra (Quercus) prepararam um novo roteiro de formação prática para os cidadãos que querem conhecer e colaborar na protecção e promoção da floresta autóctone na Área Metropolitana do Porto – Embaixadores da Floresta.
O curso realiza-se nos dias 17 e 24 de Setembro (das 9h00 às 17h00) e inclui visitas guiadas, actividades práticas no campo e provas de produtos.”

O programa dos Embaixadores da Floresta integra a Academia Metropolitana da Sustentabilidade, uma iniciativa do Centro Regional de Excelência em Educação para o Desenvolvimento Sustentável da Área Metropolitana do Porto (CRE_PORTO).
Colaboram na nesta primeira edição a Câmara Municipal da Maia, a Câmara Municipal de Santo Tirso, a Associação dos Silvicultores do Vale do Ave (ASVA) e o Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens (FAPAS).
A iniciativa integra os Cursos de Verão da Católica.” (sacado daqui)

Castelo de Bode

Castelo de Bode (imagem daqui)

Numa altura em que está forte a promoção do “Grande Lago” do Alqueva como destino turístico de relevância internacional, tempo para visitarmos naquele que há gerações ocupa o lugar do “grande lago” no imaginário dos portugueses: a albufeira da barragem de Castelo de Bode, inagurada em 1951.

Quando eu era miúdo este era um daqueles pontos em que as viagens de estudo geralmente não falhavam. Da viagem em si pouco recordo, e tampouco tirei fotografias; nesse aspecto as viagens de estudo dos miúdos são sempre iguais. Há a brincadeira, a confusão, a contagem de cabeças em cada entrada no autocarro, as cantorias típicas

um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete
viva a nossa camionete
sete, seis, cinco, quatro, três, dois, um,
comó nosso autocarro não há nenhum”
Senhor chofer, por favor
Ponha o pé no acelerador,
Se chocar, não faz mal,
Vamos parar ao hospital!

(…a inocência das crianças. Apesar de tudo, nunca fui parar ao hospital por causa de um chofer destes autocarros.) Bem, e ele era as visitas em grupo em que metade da malta estava distraída, os miúdos que vomitam, e até os miúdos que vomitam em sacos rotos e que depois lhes vão sujar as calças. Antigamente, como havia menos preocupações de segurança, havia até os miúdos que vinham para o microfone junto ao motorista – ao chofer – contar anedotas!
Bom, de tudo isto deve ter acontecido nessa viagem, como em tantas outras, mas especificamente o que recordo é da visão da grande barragem e de ficarmos todos maravilhados com uma coisa que nunca tínhamos visto igual.
Aquela estrutura colossal de betão (115 metros de altura), despejando uma enorme coluna de água, esclarecia-nos em poucas palavras sobre a importância daquela barragem que abastecia Lisboa e produzia tanta electricidade. Passado um bocado já estaríamos outra vez a correr uns atrás dos outros no parque de estacionamento à volta do autocarro.

imagem daqui

A grande albufeira de Castelo de Bode aprofundou-se como destino turístico. Hoje em dia, para além do passeio dos tristes semelhante àquele que os miúdos faziam e certamente continuam a fazer, as pessoas deslocam-se para praticar desportos náuticos como o windsurf, a vela, remo, motonáutica e jet ski, bem como da pesca desportiva, nomeadamente a truta, as enguias e o lagostim vermelho. O lagostim tornou-se um fenómeno curioso: o seu sucesso reprodutório foi tal que se tornou uma ameaça ao ecossistema local. As duas melhores alternativas para resolver o problema seriam atacá-lo com pesticidas ou… comê-lo! E nasceu o Festival do Lagostim, que começa a tornar-se uma referência gastronómica na região.

À volta
Tomar – a vila dos Templários. Para quem gostar de História e dos nossos monumentos, a Charola vale sempre uma visita – até porque tem sofrido boas obras de restauro ao longo dos últimos anos. Porque será que se diz “sofrer” obras de restauro? É uma coisa positiva, mas associamos “sofrer” a algo negativo….

Dornes – o fascínio que os templários exercem ainda hoje no imaginário das pessoais, e a partir do qual Dan Brown fez a sua fortuna, pode ser alimentado nesta aldeia com uma torre pentagonal (caso único no país) e situada numa península que vigia o curso intermédio do Zêzere, quase como outro Almourol

Centro Geodésico de Portugal – no concelho de Vila de Rei está o Centro Geodésico de Portugal Continental, e sublinhamos o “continental” para não ofender os nossos leitores insulares. Este nosso amigo diz que o “monumento” está “situado a uma altitude de 600 m” e que “este local permite-nos uma visão de 360º sobre um horizonte vastíssimo, em que se destaca a Serra da Lousã e, com tempo limpo, a Serra da Estrela quase 100 km de distância.” É aproveitar os dias de sol!

O novo leão de Rio Maior?
Durante algumas semanas reviveu-se o fenómeno do célebre leão de Rio Maior, agora com a notícia de que existiria um crocodilo nas águas do Zêzere. (…) Contudo, e ao contrário do que acontece na Escócia, em Portugal não nos deixamos levar em cantigas. O crocodilo descobriu-se ser um peixe-gato, de cerca de 1,5m, e que pelo seu formato e forma de nadar terá sido confundido com um crocodilo. Já o leão, segundo parece, era mesmo verdadeiro… mas isso fica para outro dia.

Observação nocturna de morcegos (Buçaco)

Morcego-orelhudo-castanho (imagem daqui)

“Para comemorar o Dia Mundial da Conservação da Natureza, a Fundação Mata do Buçaco organiza uma visita nocturna para observar morcegos, na Mata Nacional do Buçaco. A iniciativa coordenada pela bióloga da Universidade de Aveiro, Milene Matos, realiza-se a 29 de Julho.”

“Saem ao crepúsculo estes fascinantes animais que são presença constante nas cidades, nas aldeias, nas florestas. Mas afinal, quem são estes bichos? No Ano do Morcego, pretende-se dar a conhecer estes mamíferos tantas vezes envolvidos em mitos infundados e sensibilizar para a sua importância ecológica e económica”, explicam os organizadores.

“No Dia Mundial da Conservação da Natureza será efectuada uma saída nocturna pela Mata Nacional do Buçaco para observar estes mamíferos tão peculiares, perceber a sua importância e conhecer formas de os distinguir e detectar. Serão também visitados alguns edifícios que servem de refúgio para diversas espécies. A saída será antecedida por um breve enquadramento teórico”.

Monitora: Milene Matos, Bióloga, Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro

Horário: 21h30 às 00h00

Local de encontro: Junto ao Convento de Santa Cruz do Buçaco, para a breve apresentação teórica

Preço: 3 €

N.º Máximo de participantes: 15 pessoas

N.º mínimo de participantes: 8 pessoas

Contactos:

Email: atividades@fmb.pt
(sacado daqui)

>Árvore mais antiga de Portugal (Santa Iria da Azóia)

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Oliveira com 2850 anos (imagem daqui)

Aqui há tempos estivemos em Poiares, Freixo de Espada à Cinta, onde visitámos uma oliveira com 2000 anos, e dissemos que seria difícil determinar com rigor qual a árvore mais antiga de Portugal.

Talvez inspirada pelo nosso desafio, a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro meteu-se a esse trabalho e encontrou uma árvore bem mais antiga que aquela! Ironicamente, não em Trás-os-Montes mas às portas de Lisboa, em Santa Iria da Azóia.

“A árvore está situada no Bairro da Covina, em Loures, no que resta de um antigo olival próximo das ruínas do castelo de Pirescouxe, tendo sido a idade determinada através de um método inovador de datação de árvores antigas desenvolvido pela UTAD.
O processo, que tomou em conta a avaliação de cem árvores, foi dirigido pelos professores José Luiz Lousada e Pacheco Marques, após um contacto do empresário de árvores ornamentais André Soares dos Reis para estimar a idade desta planta lenhosa.
(…)
De acordo com este investigador, que co-orientou o Departamento de Ciências Florestais e Arquitectura Paisagista da UTAD neste procedimento, os números dão conta de uma árvore monumental: o perímetro desta oliveira mede na sua base 10,15 metros, a altura chega aos 4,40 metros e o diâmetro de copa tem 7,60 por 8,40 metros. (…) (daqui)