Archive for the ‘Opinião’ Category

"O Amor e o Vinho"

Pense-se, por exemplo, na relação que existe entre o bebedor e o vinho. Não é verdade que o vinho oferece sempre ao bebedor a mesma satisfação tóxica, que a poesia tem comparado com frequência à satisfação erótica — comparação, de resto, aceitável do ponto de vista científico?

Já alguma vez se ouviu dizer que o bebedor fosse obrigado a mudar sem descanso de bebida porque se cansaria rapidamente de uma bebida que permanecesse a mesma? Pelo contrário, a habituação estreita cada vez mais o laço entre o homem e a espécie de vinho que ele bebe.

Existirá no bebedor uma necessidade de partir para um país onde o vinho seja mais caro ou o seu consumo proibido, a fim de estimular por meio de semelhantes obstáculos a sua satisfação decrescente? De modo nenhum.

Basta escutarmos o que dizem os nossos grandes alcoólicos, como Bócklin, da sua relação com o vinho: evocam a harmonia mais pura e como que um modelo de casamento feliz. Porque é que a relação do amante com o seu objecto sexual será tão diferente?

Sigmund Freud, in ‘Contribuições à Psicologia da Vida Amorosa (1912)’

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Fenómenos curiosos da Gastronomia que caem no esquecimento

Quando lemos antigos manuscritos onde a gastronomia aparece como um símbolo e uma realidade evidente das civilizações, apercebemo-nos, como muitas vezes acontece, que as modas influenciam as políticas dos intercâmbios dos mercados.

Muitas vezes, estas políticas geridas e animadas pelos governantes contrariam, ou evoluem estes movimentos.

Importantes descobertas gastronómicas mudam os trajectos e as transacções das mercadorias, como aliás aconteceu na descoberta dos novos mundos pelos portugueses.

Todos estes factores influenciam os consumos e a forma de nos alimentarmos, criando tradições e hábitos que influenciam as criatividades gastronómicas.

Nos domínios alimentares nada vem do acaso, são as descobertas gastronómicas, tanto na física como na química ou em qualquer outro fenómeno da evolução da vida, que influenciam factos extraordinários, provocados pelo puro acaso, com o despertar de uma faísca de curiosidade, realçando a atenção do cientista genial ou do mestre da culinária, que sustenta a descoberta que vai aparecendo mais tarde nos anais da história.

Em gastronomia temos estes mesmos fenómenos inovadores da beleza nesta arte. Surgem novos sabores que se evidenciam, distinguidos em experimentais ensaios e motivando as misteriosas ligações sensoriais dos alimentos.

Um novo produto pode alimentar a imaginação do artista criador que trabalha a culinária. Na gastronomia, a verdadeira missão é transformar os produtos em autênticas especialidades, de modo a estas serem não só apreciadas pelo público como também vendáveis e acima de tudo rentáveis.
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"O Queijo da Serra é o melhor queijo do mundo"

“Portugal tem produtos tão bons, tão bons, na área da alimentação que não há necessidade nenhuma de importar produtos desses”, começa por destacar Odete Ferreira. E particulariza tanto em relação às frutas como aos queijos.

“As frutas são das melhores do mundo. Podem não ser tão bonitas como outras, mas em gosto a nossa fruta é tão boa que é quase um crime importar fruta”.

Raciocínio semelhante desenvolve em relação aos queijos: “Embora tenha feito parte dos estudos em França, e eles dizerem que têm 365 variedades de queijos, os nossos são os melhores. Por exemplo, o Queijo da Serra, quando é bom, para mim é o melhor queijo do mundo”, concretiza.

Produzido com leite de ovelha, com um toque de cardo, um dos segredos é a qualidade dos pastos da Serra da Estrela.

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Até quando vai resistir o mundo rural?

Residimos ou resistimos?

As principais quebras demográficas da região sentem-se nas zonas rurais. “Haverá muitas zonas e localidades com a morte anunciada”, dizem ao JF. Ainda há tempo para salvamentos?

O tempo o dirá, mas já há geografias da Beira Interior na Beira Interior que se sentirão com a corda no pescoço.

O ritmo das quebras demográficas fazem-se sentir com particular incidência, e apenas com raras excepções, nas geografias mais distantes do eixo urbano que se estende pela A23, constituído pelas cidades de Castelo Branco, Fundão, Covilhã e Guarda.

As cidades e freguesias mais urbanas tendem a mostrar outra resiliência ao fenómeno do despovoamento e são, mais uma vez, as zonas de cariz mais rural a sentiram as mais violentas quebras populacionais.

Paulo Fernandes, vice-presidente da Câmara Municipal do Fundão, especialista em desenvolvimento local em áreas de baixa densidade, refere que “a primeira leitura a fazer é a regional. Toda esta região do Centro Interior está numa perda muito agravada de população, com um envelhecimento galopante e com indicadores altamente preocupantes.

E esta é uma questão regional, por muito que às vezes estejamos aqui a fazer leituras de flutuações entre municípios. A região está num estado de desertificação que mesmo aquelas flutuações existentes dentro dela, das áreas rurais para o arco urbano da A23, começam a dar sintomas de grande fadiga”. Um fenómeno que deve preocupar “ todos”, pois “a situação é muito alarmante em termos de perda de densidades”.

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>Turismo, vinhos, construção: sectores para investir

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Hotéis continuam com potencial de crescimento e vinhos têm sucesso garantido. Na construção, a estratégia deve passar por aquisições.

As empresas portuguesas que queiram fazer negócio no Brasil no sector da construção e engenharia devem privilegiar a via da aquisição, olhar e pensar em termos de grande escala (o Brasil é uma Europa!) e têm de ter muita persistência.

Quem o diz é Ricardo Pedrosa Gomes, presidente da Associação de Empresas de Construção, Obras Públicas e Serviços (AECOPS). “Este é um mercado muito fechado e burocrático”, diz o mesmo responsável.

Apesar de algumas empresas portuguesas deste sector estarem a promover-se no Brasil, apenas o grupo Teixeira Duarte está no terreno.

“Conseguiu delinear uma boa estratégia e comprou uma empresa no Brasil. É o único grupo português que está a trabalhar no mercado brasileiro e já tem algum peso”, afirma Ricardo Pedrosa Gomes.

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>Mundo rural mais virado para sul

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O mundo rural está a ficar cada vez mais desertificado, mas ainda há quem resista. A avaliar pelos resultados preliminares do Censos, nos últimos 10 anos, o Vale do Homem aumentou a população, mas evidencia-se uma clara tendência de concentração de mobilização de pessoas para as zonas mais a sul e próxima dos centros urbanos. O concelho de Vila Verde apresenta os resultados mais positivos.

O concelho de Terras de Bouro perdeu cerca de mil habitantes, mas os municípios de Amares e Vila Verde cresceram em população e superaram essa queda. Vila Verde regista mesmo uma subida superior a mil habitantes, destacando-se no panorama distrital, onde grandes centros urbanos como Guimarães e Barcelos perderam população, em contraponto com Braga e Famalicão.

Mas não deixa de sobressair que no Vale do Homem, apesar de haver mais população, os jovens com menos de 18 anos são cada vez menos. É um sinal claro do envelhecimento da população, para além da tendência migratória para o litoral e para a cidade.

O ambiente, as paisagens, o bem-estar, sossego e paz social estão longe de atrair as pessoas. A tendência é para se aproximar dos centros de decisão, dos locais de emprego e dos serviços públicos, desde as escolas, à saúde e finanças.

A análise aos números dos Censos nas freguesias da região mostra claramente uma tendência para o aumento de residentes nas localidades mais a sul e próximas dos centros urbanos.
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>S.O.S. para o mundo rural

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A Comissão Parlamentar de Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas da Assembleia da República, no seu périplo junto de alguns representantes do sector produtivo agrícola das zonas do Barroso e do Alto Tâmega, constatou que o mundo rural está a ficar esquecido pelo Poder Central.

Todos os representantes das forças políticas nacionais ficaram preocupados com o êxodo rural, e com a diminuição dos apoios e incentivos, nomeadamente na área da pecuária, florestal, vinho, batata e produtos de denominação de origem protegida.

Dez deputados, representativos dos vários grupos parlamentares da Assembleia da República (AR), visitaram os concelhos de Chaves, Vila Pouca de Aguiar, Boticas, Valpaços e Montalegre, onde sentiram o eco das dificuldades do sector associativo e prometeram que irão levar a debate nos vários órgãos da AR a crise de sustentabilidade que afecta o sector agrícola em Trás-os-Montes.

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