Archive for the ‘Património’ Category

Forno comunitário foi inaugurado em Bragança

O antigo forno comunitário do pão, situado na Rua dos Fornos, na zona histórica de Bragança, foi inaugurado, no passado dia 30 de Julho, altura em que se procedeu também à assinatura de um protocolo de cedência do espaço para a Associação dos Amigos do Forno.

Segundo Jorge Nunes, presidente do município, o objectivo é que essa associação promova aí actividade que dinamizem este espaço adquirido e recuperado pela Câmara Municipal.

As actividades a desenvolver deverão destinar-se, sobretudo, às escolas, e terão objectivos pedagógicos. O forno passa também a pertencer àquela comunidade e está aberto aos sócios que o pretendam utilizar. O pão da sardinhada servida após a inauguração resultou da primeira dos que se espera sejam muitas fornadas futuras.

Das fornadas do passado falou Cândida Pires, filha de Maria da Glória, a última pessoa que tomou conta daquele espaço. Com 81 anos de idade, Cândida recorda-se de acordar à meia noite para ajudar a mãe a cozer o pão do dia que se iniciaria a seguir.

Segundo contou lembra-se que o forno levada 90 pães de centeio. Também coziam “trigo fino”, os chamados “escachados”, à revelia da lei da altura que só o permitia a panificadoras industriais. Lembra-se que o pobres comiam apenas centeio ou “sêmeas”.

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Tapete de Arraiolos candidato a Património Imaterial

O município alentejano de Arraiolos já iniciou as obras do Centro Interpretativo do Tapete de Arraiolos, num investimento superior a 1,5 milhões de euros, e está a preparar uma candidatura da tapeçaria local a Património Imaterial da Humanidade.
 
Em declarações à Agência Lusa, o presidente da Câmara de Arraiolos, Jerónimo Lóios, adiantou hoje que a autarquia vai começar a “fazer as diligências necessárias e a preparar um dossier” para candidatar o genuíno Tapete de Arraiolos a Património Imaterial da Humanidade.
 
O Tapete de Arraiolos é “um património cultural mundialmente conhecido” que “já justifica e merece ser reconhecido como Património Imaterial, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO)”, disse o autarca alentejano.

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Comboio a vapor regressa ao Douro

A partir do dia 23 e até ao mês de outubro, a Linha do Douro vai ser percorrida, todos os sábados, pelo comboio a vapor, entre o Peso da Régua e o Tua (Carrazeda de Ansiães), numa iniciativa que pretende recriar as viagens do século XIX.

Os passageiros vão desfrutar da paisagem fornecida pelo rio Douro e pelas vinhas que são património mundial da UNESCO.
O comboio com cinco carruagens de madeira será puxado por uma locomotiva a vapor e terá a bordo um grupo de música e cantares regionais para animar os passageiros, bem como serão dadas a provar iguarias regionais e servido um cálice de vinho do Porto da Quinta Nova.  
Durante a viagem, o comboio faz ainda uma paragem na vila do Pinhão, onde se pode apreciar os 24 painéis de azulejos do edifício principal da estação, que representam cenas da principal actividade económica da região – a vitivinicultura — e visitar a Wine House da Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo, propriedade da família Amorim.

Este serviço turístico tem partida marcada para as 14h45 e termina às 18h22. Os bilhetes vão desde os 45 euros para adultos e 25 euros para crianças dos cinco aos 12 anos. Os grupos de dez ou mais pessoas beneficiam de descontos (40 euros para adultos e 20 para crianças).
Os comboios a vapor tiveram uma importância histórica determinante para o desenvolvimento da região do Douro, nomeadamente no escoamento do Vinho do Porto e na comunicação entre as localidades durienses.

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>Miranda do Doruo celebra Dia Internacional dos Monumentos e Sítios

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De forma a comemorar o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios este ano dedicado à água, cultura e património, a Câmara Municipal de Miranda do Douro decidiu promover diversas actividades para o dia 18 e 19 de Abril.
Estas passam pela promoção do concelho mirandês e pela sensibilização dos mais novos para a cultura, tradição e património.

Programa:

Dia 18Manhã:
Distribuição de Separadores de livros aos turistas que visitam a nossa cidade (separadores com imagens de monumentos do concelho ligados á água – fontes, fontanários, moinhos, etc. e “ditos desideiros” em mirandês subordinados ao mesmo tema.

Tarde:
Visita ao Parque Urbano do Rio Fresno
Publico Alvo: Crianças dos 3 aos 10 anos
Visita ao moinho, e à Fonte dos canos;
Entrega de material promocional do projecto Fluvial;
Distribuição de “livrinhos” lúdico-pedagógicos
 Dia 19Tarde:
Realização de Pady-paper no Centro Histórico alusivo à data
Público Alvo: Crianças dos 6 ao 10 anos

Fonte: Câmara Municipal de Miranda do Douro

>Petição na Internet quer sobreiro como Árvore Nacional de Portugal

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A classificação do sobreiro como «Árvore Nacional de Portugal» está na base de um movimento criado pelas associações Árvores de Portugal e Transumância e Natureza que estão a promover uma petição para entregar na Assembleia da República.

«O Estado devia fazer uma legislação para classificar o sobreiro como Árvore Nacional de Portugal, porque se trata de uma espécie muito importante a nível da biodiversidade e da riqueza» para o país, afirmou hoje Ricardo Nabais, técnico florestal da Associação Transumância e Natureza (ATN).

O mesmo responsável destacou a importância de proteger os sobreiros, uma das «árvores mais emblemáticas» do país e «um símbolo de biodiversidade», porque tem sido uma espécie «muito afectada» pelos abates ilegais.

«O alargamento de uma estrada implica abater uma árvore ou porque um sobreiro está quase a morrer e já o querem abater, mas, se todos apoiarem esta causa, a espécie vai ter mais protecção», frisou Ricardo Nabais.

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>A Batalha dos Atoleiros (Fronteira)

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A vila de fronteira, no Alentejo, será palco, nos dias 2 e 3 de Abril de 2011, da Feira Medieval e da recriação histórica da batalha dos Atoleiros, que recorda a vitória de Portugal sobre Castela, em 1384.

No primeiro fim-de-semana de Abril (dias 2 e 3), Fronteira, no Alentejo, mergulha no tempo e a vila transforma-se num verdadeiro palco de história e num ambiente único de feira medieval.

Durante estes dias, Fronteira Medieval 2011 convida-o a regressar ao passado e a reviver a histórica Batalha dos Atoleiros, recordando a vitória de Portugal sobre Castela, em 1384, sendo que os portugueses não sofreram uma única baixa.

Se procura momentos de lazer diferentes e culturais, estes são dias a marcar na agenda. Rume até ao Alentejo, descubra o ambiente medieval da vila de Fronteira e prepare-se para a batalha em que D. Nuno Álvares Pereira haveria de expulsar os invasores castelhanos.

E por que não participar, como figurante, nesta que foi uma das mais importantes e determinantes lutas de independência de Portugal? A recriação da Batalha dos Atoleiros decorre domingo, dia 3 de Abril, às 15H00, no Campo da Batalha, na zona industrial de Fronteira.

Apareça, regresse à Idade Média e faça parte deste momento único da história portuguesa. Conviva com as figuras mais tradicionais de outros tempos, integre-se activamente no espírito da festa, envergando as roupas tradicionais, participando nas brincadeiras e animando o espaço da feira.
Viaje no tempo até ao dia 6 de Abril de 1384, aliste-se nas fileiras do respeitado chefe de guerra D. Nuno Álvares Pereira e empunhe as armas contra os inimigos castelhanos vindos do Crato nesta recriação da Batalha dos Atoleiros. No final, celebre a vitória portuguesa.

A recriação da Batalha dos Atoleiros demonstra também como a batalha foi um acontecimento de extrema importância na chamada crise de 1383 a 1385, tendo consagrado e definido, de uma vez por todas, a identidade de Portugal, como país, como povo e como nação.

A abertura oficial da feira medieval de Fronteira realiza-se no sábado, dia 2, às 12H00. Ao longo do dia há animação de rua, desde danças e folias com saltimbancos e menestréis, visita do almotacem e do meirinho aos mercadores, passando pelo teatro de rua até a espectáculos com cuspidores de fogo e malabaristas. No Parque de Jogos Medievais, os mais pequenos e as famílias vão poder divertir-se, experimentando as mais diferentes formas de entretenimento da época.

Depois de apreciar o mercado medieval que decorre ao longo das ruas e praças da vila, entregue-se aos comeres e beberes medievais nas tabernas do mercado e, às 21H00, assista ao torneio de armas a cavalo na praça do burgo.

Ao final da noite (22H30), assuma o seu patriotismo e apoie a partida dos homens de armas que vão engrossar as fileiras do exército português, comandado por D. Nuno Álvares Pereira, e que enfrentarão os espanhóis na Batalha dos Atoleiros.

O sábado termina com um espectáculo de dança e malabares de fogo “Os Guardiães do Tesouro”.

No domingo, as tasquinhas continuam a atrair os visitantes, assim como o mercado medieval. Às 15H00 acontece a tão esperada Recriação da Batalha dos Atoleiros. Duas horas mais tarde, às 17H00, as tropas de D. Nuno Álvares Pereira chegam ao burgo, animadas pela celebração da vitória e a aclamação popular.

A feira medieval de Fronteira faz-nos recuar no tempo e leva-nos ao convívio de perto com bobos, trampolineiros, saltimbancos, acrobatas e malabaristas, misturando-nos no bulício da multidão com soldados, contadores de histórias, vendedores de sonhos e ilusões, numa azáfama constante por entre os mercadores e mesteirais, bufarinheiros e almocreves, mercadores, mendigos e aleijados, larápios e romeiras, gentis-homens e clérigos… tudo isto no meio de uma enorme gritaria de pregões e incitamentos próprios da algazarra de uma feira de outrora.

A animação permanente e o espírito medieval de uma feira do século XIV invadem o visitante e transportam-no para um tempo imemorial.

No ar pairam os mais variados aromas. Febras, torresmos e sardinhas tostam nas brasas. As sopas, os enchidos e o porco no espeto saciam outros apetites. Associando-se a estes cheiros, outros, mais doces, completam o menu. Manjares de leite e de mel, doçaria conventual e as mais diversas frutas, completam a dieta alimentar da época.

A organização é da Câmara Municipal de Fronteira e a entrada é gratuita.

Como chegar a Fronteira:

Seguir em direcção a Estremoz pela A6 e depois seguir pela EN245 em direcção a Fronteira.

As coordenadas GPS:

Igreja Matriz:

-07″39’55,833″

39’03’24,482″

Adro de Baixo:

-07″30’58,958″

39’03’23,717″

Reconstituição histórica da Batalha dos Atoleiros:

-07″38’31,707″

39″03’12,968″

A Batalha dos Atoleiros

 
A 6 de Abril de 1384, D. Nuno mandou tocar as trompetas pelas 06H00, ouviu missa e, depois, partiu com a sua gente em direcção a Fronteira, que estava a ser cercada pelos castelhanos vindos do Crato.

D. Nuno parte com um exército de 1500 homens. Pequena hoste, face à dimensão da tarefa que o aguardava. Chegado à Herdade dos Atoleiros, 2,5 Km a sul de Fronteira, Nuno Álvares Pereira suspendeu a marcha e escolheu um local apropriado para colocar a sua hoste. Optou por um terreno ligeiramente inclinado e que tinha em toda a extensão, na zona mais baixa, uma ribeira, chamada das Águas Belas.

Tratou-se de um local extremamente bem escolhido, pois embora fosse aparentemente convidativo para um ataque, tinha diante de si uma ribeira, que não se vê a não ser de perto, e que era suficientemente larga e profunda para constituir um fosso. Por outro

lado, ao colocar os seus homens num local ligeiramente mais elevado, proporcionava um ângulo de tiro muito vantajoso para os besteiros.

Nuno Álvares tratou, então, de ordenar o seu pequeno exército. Em primeiro lugar, mandou apear toda a cavalaria, mal armada, e que seria incapaz de resistir ao choque dos esquadrões castelhanos. Seguidamente, organizou com eles a vanguarda, as duas alas, colocando ainda alguns cavaleiros na retaguarda. Depois, colocou os besteiros pelas duas alas e também atrás da vanguarda, de onde pudessem alvejar, com sucesso, os castelhanos quando estes se aproximaram. Distribuiu ainda os cerca de 1100 homens a pé pela vanguarda, alas e retaguarda, sem, contudo, deixar de misturar no meio deles alguns cavaleiros da sua confiança para os susterem, ou mesmo matar, em caso de querem fugir com medo dos castelhanos.

Formou, portanto, com os seus homens as quatro faces dum quadrado.

O exército castelhano era composto por cerca de 1000 cavaleiros e 4000 homens a pé. Chegados ao local, os castelhanos, ao verificarem quanto diminuta era a hoste portuguesa e a inferioridade do seu armamento, abandonaram a ideia de combaterem a pé e decidem montar os seus cavalos, convencidos de que a vitória estaria garantida.

Ao aproximarem-se dos portugueses, os castelhanos receberam em cheio os dardos e virotões desferidos pelas fileiras interiores do exército português, lançados por cima da vanguarda portuguesa. Também os peões portugueses lançavam pedras em direcção aos castelhanos. Por outro lado, a própria natureza do terreno, que neste local é bastante argiloso, fez com que vários cavalos tenham enterrado as suas patas no solo, deixando de conseguir avançar.

Não conseguindo penetrar no exército português, nem romper a sua vanguarda, os cavaleiros castelhanos continuaram a ser atingidos pelos portugueses e, perante o crescente número de cavalos e cavaleiros caídos por terra, a sua movimentação ia sendo cada vez mais difícil.

Esta situação foi provocando uma crescente confusão na hoste castelhana. Em face desta situação, os castelhanos recuaram e agruparam-se. Efectuaram, então, um segundo ataque que foi igualmente mal sucedido. O terceiro e quarto ataques foram efectuados contra as alas portuguesas, que continuaram a resistir heróica e eficazmente.

A batalha foi relativamente rápida, tendo durado aproximadamente uma hora. Com efeito, após verificarem que não conseguiam vencer o exército português, os castelhanos saíram do campo de batalha, mas foram perseguidos por cavaleiros portugueses, montados já nos seus cavalos. Esta perseguição, na qual participou também Nuno Álvares Pereira, durou até ao cair da noite.

Este combate não originou um grande número de mortes. Do lado castelhano terão morrido cerca de 600 cavaleiros e homens a pé. Em contraste, as baixas do lado português terão sido nulas.

O segredo do êxito português esteve na capacidade do seu comandante militar, Nuno Álvares Pereira, ao colocar o exército português de uma forma extremamente eficiente no terreno.

Gamado, aqui.

>Concurso de Gastronomia na Ilha de S. Jorge

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A recuperação de receitas tradicionais é o principal objectivo do concurso de gastronomia promovido pelo Núcleo Empresarial de S. Jorge (NESJ), que conta com a participação de cerca de duas dezenas de restaurantes desta ilha.

“Os restaurantes de S. Jorge vendem o comum dos pratos que comemos em qualquer parte do mundo, esquecendo-se de promover a tradição desta ilha, que é o que os turistas procuram”, afirmou João Paulo Oliveira, responsável do NESJ, em declarações à Lusa.

O NESJ, que integra a Câmara do Comércio de Angra do Heroísmo (CCAH), pretende com esta iniciativa incentivar os restaurantes locais a servirem receitas tradicionais, como “os inhames com linguiça ou com torresmos, a sopa de peixe ou, nas sobremesas, as célebres ‘espécies’”.

As ‘espécies’, com a forma de uma ferradura, são cozidas no forno e a receita envolve o uso de pão ralado e canela embrulhadas em farinha, sendo uma das especiarias gastronómicas locais mais procuradas pelos turistas.

Este doce é produzido em casas particulares e pode ser encontrado no comércio local, assegurando João Paulo Oliveira que “ainda há quem tenha as receitas antigas, que não se podem perder”.

O responsável do NESJ frisou ainda que “a sopa de peixe em S. Jorge é diferente da que se serve no Pico”, especificando que, em S. Jorge, “o caldo é servido em pão de milho e o peixe vem à parte”.

“As receitas passaram dos nossos avós para os nossos pais, mas já não passaram para nós que somos os netos”, lamentou João Paulo Oliveira, defendendo que é chegada a altura de “mudar de atitude”.

Para João Paulo Oliveira, “se queremos alguma qualidade no turismo, a mesa não pode estar de fora”.

O concurso vai decorrer entre 2 e 17 de Abril e integra a Feira de Gastronomia ‘Sabores da Inovação – S. Jorge Best Food Awards 2011’.

A iniciativa está aberta à participação de particulares detentores de receitas tradicionais, algumas das quais esquecidas ou guardadas nas gavetas ou na memória, sendo premiada a criatividade, inovação, autenticidade regional, apresentação e sabor gastronómico.

As receitas devem ser de autoria exclusiva dos participantes, ficando automaticamente desclassificadas aquelas já publicadas. As inscrições terminam no dia 14 de Março.

Cada participante poderá enviar uma receita, para o Núcleo Empresarial de São Jorge, em cada uma das categorias: Entrada, Prato de Carne, Prato de Peixe e Sobremesa. As receitas devem ser de autoria exclusiva dos participantes, ficando automaticamente desclassificadas aquelas já publicadas.

No dia 17 de Março, o júri, composto por profissionais da Escola de Formação Turística e Hoteleira, fará a selecção das quatro receitas vencedoras.Os vencedores ganham a oportunidade de frequentar um curso de cozinha, e quatro prémios individuais.

O Concurso antecede a Feira de Gastronomia “Sabores da Inovação – São Jorge Best Food Awards 2011”, que vai decorrer nos restaurantes de São Jorge entre 02 e 17 de Abril.