Archive for the ‘Humor’ Category

Humor: regime de Kadhafi desilude turismo nacional

“A coisa aqui está preta”, terá pensado o coronel

Alguns responsáveis do turismo nacional mostraram recentemente o seu desapontamente pelas mais recentes opções de viagem dos altos-dignitários do regime de Muammar Kadhafi, actual líder de Sirte, Bani Walid e duas ou três aldeias da Líbia.
“Primeiro foi a família que optou pela Argélia. Agora, segundo parece, foram uns quantos oficiais que escolheram o Níger para passar umas férias. Isto não se faz”, apontou um responsável que pediu o anonimato. “Foram tão bem recebidos quando cá vieram e ficaram tão satisfeitos com a presença em S. Julião da Barra, que pensámos que Portugal pudesse ser agora um destino para eles. Esperamos que reconsiderem a sua decisão”. O responsável apontou ainda que “o alinhamento de Portugal com a NATO no ataque ao sr. Kadhafi talvez tenha pesado na decisão. Ainda por cima, as recordações que trazem de S. Julião da Barra é do comando da NATO, que fica ali ao pé. Isso deve ter-nos prejudicado.”

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Não há tremoços em Nova Iorque

Nova Iorque (imagem daqui)

“Nova Iorque é, nesse aspecto, uma cidade exemplar. Há que desconfiar de um sítio onde é possível encontrar tudo – menos tremoços. Talvez seja por isso que lhe chamam “a cidade que nunca dorme”. Muita gente não deve conseguir pregar olho a pensar no bem que lhe saberia uma imperial com um pires de tremoços. (…)
É por isso que (…) eu acho que não mereço Portugal. O país é bom demais para mim. Há muito bom teatro em Nova Iorque, é verdade. Mas não há arroz de cabidela.” (…)

Araújo Pereira, Ricardo, Novas Crónicas da Boca do Inferno (2009), pp.47-48, Lisboa: Edições Tinta da China

Humor: Troika impõe portagens na Torre (Ucanha)

Torre da Ucanha (imagem daqui)

Os representantes da Troika, que negociou o empréstimo internacional que salvou Portugal da bancarrota, sugeriram uma nova medida para conter o défice: a cobrança de portagens na Torre da Ucanha (concelho de Tarouca, distrito de Viseu).

A Troika argumenta que “a construção de Ucanha foi admiravelmente desenhada para sacar trocos de quem lá passasse e não há qualquer razão para que não possa voltar a ter as suas antigas funções.”

Quanto ao facto de a ponte sobre o rio Varosa já não permitir trânsito automóvel, a Troika sugeriu que “na Ucanha basta que seja portajado quem lá passa, devendo os animais e veículos de tracção animal ser considerados de categoria 2 ou 3. Quanto aos automóveis, contamos que o vosso organismo de estradas se apresse a colocar portagens em tudo o que tenha mais que uma faixa para cada lado.”

(Atenção: esta notícia é rigorosamente falsa e com intenções humorísticas. Não nos responsabilizamos se as Estradas de Portugal vierem a portajar IP´s e IC´s por esse país fora.)

>O humorista Fernando Rocha diz que foi "feito em Bragança”

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Pergunta: Qual é a tua relação com Bragança?
Resposta: Eu fui feito em Bragança, na Pensão Poças. O meu pai estava lá hospedado, enquanto dava aqui formação na companhia de seguros Ultramarina, a minha mãe veio cá ter com ele e pimba! Nove meses depois, estava cá eu. Portanto, tenho uma costela brigantina.

Ver entrevista completa no Jornal do Nordeste

>Nilton não sabe escolher fruta

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(Antes de mais, sublinho que este artigo não tem nada a ver com corrupção nem com futebol.)

Tsc, tsc. Por isso é que a produção nacional tem dificuldades em competir com a produção que vem de outros países, mais sujeita ao desgaste da cadeia do frio e mais bonitinha, porque impulsionada com produtos químicos. Os portugueses – ou pelo menos alguns – não sabem escolher fruta. Isto é perfeitamente normal; com o afastamento dos campos para as cidades, a associação entre a produção alimentar (animal e vegetal) e o nosso prato foi-se tornando progressivamente mais abstracta; as pessoas deixaram de conhecer directamente os comos e porquês e passaram apenas a ingerir. Daí que se coma mais com os olhos que com o paladar. Com óbvios prejuízos para a produção amiliar e para a saúde das pessoas.
Bom, mas este é o poder da internet; a seguidora Elsa Alves respondeu rapidamente ao humorista:

O perfume de uma peça de fruta é indicador do seu estado de maturação… é um truque! 😉 

Ora nem mais! Talvez o Nilton possa dar uma voltinha pelos inúmeros festivais gastronómicos existentes no país e aprender um pouco mais sobre o que come. Cá o nosso estaminé é o melhor sítio para estar informado!

Festival de Humor Solrir (Portimão)

O 5º Festival de Humor Solrir, uma iniciativa da Câmara Municipal de Portimão que decorre entre 1 e 4 de Janeiro, no Portimão Arena, convida a um início de 2011 em família, com muito humor, boa disposição e gargalhadas.

Assistir aos espetáculos de consagrados humoristas como Fernando Mendes, Herman José, Ana Bola, Maria Rueff, Fernando Pereira, Marco Horácio, Serafim e Nilton, aproveitando para desfrutar de uns dias em família, na região, é a proposta do município de Portimão para os primeiros dias do novo ano.

Para tal, a 5ª edição do Solrir conta com condições especiais para miúdos e graúdos, com bilhetes a 3,50 euros, para crianças dos seis aos 10 anos (inclusive) e com o “Pack Família” (quatro bilhetes diários), a um preço especial de 15 euros.

A diversão está também garantida para os menores, com a disponibilização do Serviço Gratuito de Acompanhamento de Crianças, onde os mais pequenos podem divertir-se na companhia de monitores devidamente qualificados, enquanto os pais assistem aos espetáculos.

Para usufruir deste serviço basta efetuar a reserva para solrir2011portimao@gmail.com e, após confirmação, apresentar o bilhete no dia do espetáculo.

Gamado, aqui.

Segunda geração sem complexos

http://www.youtube.com/v/PRIuMq-tyZg?fs=1&hl=pt_PT

«Rodolfo Ferreira Ribeiro, 26 anos, (…) voltou-se para o que rodeava, para a sua própria família, e transformou as suas características em material humorístico. “As minhas paródias resumem uma parte da minha vida que eu transformo em sketches, como por exemplo o regresso a Portugal nas férias do Verão. A personagem do António é familiar a todos. Toda a gente conhece um António à sua volta.”

Rodolfo insiste, porém, que está empenhado em inovar estas caricaturas e “trazer novas ideias para o circuito do humor”.

Lionel [assim mesmo, com um i] Cecílio, também ele luso-descendente, actor e que teve em cena o espectáculo Suite Royale 2026, no qual parodiava as suas raízes portuguesas, confirma que também se inspirou em quem o rodeia: “Comecei a imitar as pessoas que estavam à minha volta – as tias, os avós… – e a transformar em gozo as situações e as pessoas que tinham valor para mim. Se eu gozasse com pessoas de quem não gosto, isso seria apenas maldade. Não teria piada.”

Durante muito tempo não se abordou esta questão. Não se queria olhar para trás. E aqui há finalmente um olhar para trás, mas um olhar do caricato. No fundo, trata-se de ir buscar aquilo que os franceses acham de nós e brincar com isso (…). Já houve distanciamento suficiente para as pessoas se rirem disso”, diz o director do Luso-Jornal. Até porque, sublinha, o “português da caricatura humorística já não corresponde de maneira nenhuma ao português que emigra hoje para França”.

Ana Veloso comenta, por seu lado, outro aspecto deste fenómeno de reacção dos portugueses à autocrítica: “Confesso que até fiquei surpreendida com o entusiasmo da segunda geração em relação a este tipo de escárnio, porque alguns desses jovens foram vítimas dos estereótipos ligados à comunidade portuguesa.”»
Artigo completo aqui.

Não há dúvida: as segundas e terceiras gerações de portugueses gostam de Portugal. Porque não haveríamos nós de gostar?